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Políticas, economias e ideologias

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O mensalão da mídia !!!

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No Diário Oficial do governo de São Paulo na gestão Serra, foi descoberto o maior esquema de compra de órgãos de imprensa já registrado na história da república. É o fato que comprova a total cumplicidade das grandes mídias e a candidatura do tucano José Serra nessas eleições: em destaque Veja, Globo, Folha e Estadão. O esquema aparentemente tinha por missão desgastar o governo Lula para atrapalhar a sua sucessão, mas agora age como tropa de choque para desgastar a candidata petista, enquanto encobre ou dá pouco espaço a notíciais que atinjam a candidatura tucana.

Veja alguns desses contratos encontrado no Diário Oficial do governo tucano:

27/maio/2010
Contrato: 15/00548/10/04
– Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.
– Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições – destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 365 dias
– Valor: R$ 1.203.280,00
– Data de Assinatura: 18/05/2010

28/maio/2010
Contrato: 15/00545/10/04
– Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO
– Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 365 dias
– Valor: R$ 2.568.800,00
– Data de Assinatura: 18/05/2010.

29/maio/2010
Contrato: 15/00547/10/04
– Empresa: Editora Abril S/A
– Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 365 dias
– Valor: R$ 1.202.968,00
– Data de Assinatura: 20/05/2010.

8/junho/2010
Contrato: 15/00550/10/04
– Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
– Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 365 dias
– Valor: R$ 2.581.280,00
– Data de Assinatura: 18-05-2010.

11/junho/2010
Contrato: 15/00546/10/04
– Empresa: Editora Globo S/A.
– Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43 Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura
– Prazo: 305 dias
– Valor: R$ 1.202.968,00

A maior beneficiada no esquema foi a editora Abril, que é proprietária do maior seminário do país, a Revista Veja. Não por acaso é o órgão de imprensa que mais ataca o governo Lula e mantém permanentemente capas destrutivas contra a candidatura petista.

– DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ’inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

– DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

– DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

– DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

– DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data daassinatura: 08/09/2008.

– DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.

– DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

– DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

– DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

– DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócios de R$ 34,7 milhões.

Somente a revista Veja e mais 4 “pedagógicas” foram responsáveis pelo assalto de mais de 34 milhões dos cofres públicos dos contribuintes paulistas. A revista Nova Escola, que está sob investigação do Ministério Público Estadual, tem 1/4 de suas vendas na conta do governo Serra, são 220 mil assinatural que engordaram em mais de R$ 3,7 milhões os caixas da editora Abril.

O esquema ardioloso não só tem como função aparelhar os meios de comunicação regados com dinheiro público, como ainda através da própria compra distribuir nas escolas essas imprensa aparelhadas. Isto é, não se trata apenas de aparelhar os maiores meios de comunicação do país, mas de usar o sistema escolar para disseminar publicações tendenciosas como propaganda política disfarçada de noticiário, sobretudo, como arma de difamação contra adversários políticos.

Enquanto as mídias atacam hipocritamente o PT e o governo Lula acusando de ameaçar a imprensa e querer controlá-la, distorcendo a proposta de controle social da mídia que é uma cláusula constitucional e estava presente no PNAD do governo FHC – vemos que na verdade estão na verdade fazendo a defesa de seu atual controle, o controle tucano – e o povo paulista está ainda tendo que pagar para sofrer lavagem cerebral. Absurdo?

Quem na grande mídia romperá o silêncio e denunciará esse crime político hediondo?

Fonte: Diário Oficial do governo de São Paulo

Créditos (em resposta a solicitação de Jofre Roldão):
NaMariaNews
Blog do Miro
http://blogdadilma.blog.br/

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Written by ocommunard

22 de setembro de 2010 at 18:45

Mercadante, a última chance da vitória…

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A incapacidade dos programas eleitorais de Mercadante é tal, e digo isso comparando com todos os outros programas eleitorais de candidatos majoritários, inclusive o do meu estado Ceará, que a única conclusão minimamente razoável que tiro sobre o ’marketeiro’ de Mercadante é que ele com a mais absoluta certeza ou é um completo débil mental lobotomizado em estado de embriaguez ou é um fanático anti-petista infiltraldo sabotando desesperadamente sua campanha. Não há outra possibilidade frente ao monumental fiasco na comunicação da campanha de Mercadante no horário eleitoral.

Mercadante perde a cada dia a maior oportunidade da centro-esquerda em vários anos de derrotar o demotucanato em seu ninho! Um preço alto que os trabalhadores paulistas e brasileiros terão de pagar com a permanência do golpismo midiático.

Quando falo ’marketeiro’ falo com já muita má vontade, porque minha convicção é que são ótimos para plebeizar e esteriotipar, seja a direita, seja a esquerda. Não sou contra uma equipe de técnicos que saibam transformar em audio e vídeo uma mensagem, o problema é quando querem se apropriar da própria mensagem que deve ser monopólio inalienável do partido, pois é a sua identidade. É a direita que tem que mascarar sua identidade elitista como necessidade inapelável. Um marketeiro não pode devassar a identidade de um partido de esquerda sem que prejudique profundamente seu maior patrimônio: a própria identidade do partido.

É possível salvar o jogo nos 30 minutos do segundo tempo? Não sei. Impossível com a mais absoluta certeza não é. Pelo contrário, se a maioria dos paulistas já votam em nível federal em uma petista, mesmo contra seu ex-governador altamente bem avaliado, porque não votariam em Mercadante? O problema é que, pelo que pude ver nos debates e na tv, Mercadante é o rei das vacilações; todos esperamos dele ênfase, ousadia e coragem, é tudo que ele evita. Eu aconselharia imediatamente:

1. Dá um pé na bunda bem dado no merketeiro e toda equipe de comunicação da campanha de Mercadante;

2. Usar o mesmo marketeiro de Dilma (usando o cachê do ex-marqueiteiro do Mercadante para complementar o novo serviço) que é excelente naquilo que dever ser: do ponto de vista técnico. Mesmo que para mim erre em não ressaltar o prestígio internacional, a popularidade nacional e a dimensão histórica das conquistas do governo, e errar feio no populismo que é altamente despolitizante: o herdeiro do populismo de esquerda getulista foi o populismo de direita de Jânio Quadros. A médio prazo o populismo é auto-destrutivo para a esquerda! Mas com certeza o marketeiro de Dilma é infinitamente melhor por agregar ao invés de sabotar.

3. E pelo o amor de deus! pára com esse discurso minguado de ’me dê uma chance”! O tucanato está a 16 anos instalado em São Paulo e o Mercadante quer ganhar com esse discurso ’é bom, mas pode ser melhor’??? Um discurso desse só pode vir de alguém que quer desesperadamente não vencer.

4. O grande mote da campanha de oposição ao demotucanato paulista deve ser a argumentação sobre o tema dos 16 anos de absolutismo tucano no Estado para denunciar:

a) a falta de alternância, o que os tucanos sempre lembram contra o PT;

b) a inpossiblidade política dos tucanos prometerem qualquer solução para os problemas graves(saúde, educação e segurança) pois já tiveram tempo suficiente para resolvé-los e não resolveu;

c) o calhamaço infindo de imagens contundentes nesses 16 anos de tragédia tucana: PCC, greves, repressão, miséria, descaso, violência, etc. Todos os males de São Paulo são produto direto do tucanato, pois governam a um tempo indesculpável e que não podem alienar a responsabilidade a nenhum governo anterior!

d) Sobretudo, o fracasso tucano, se em 16 anos não fizeram, porque fariam em 4? E citar o exemplo de Lula, o Brasil ousou ao escolher Lula, e hoje colhemos os frutos. Ousadia, esperança e mudança, foi isso o que o Brasil fez com o Lula e hoje é um país tão melhor que até a oposição quer se colar no Lula. O Mercadante deve usar esse exemplo para se mostrar como alguém que fará em São Paulo o que Lula fez para o Brasil.

e) Denunciar, sem vacilações, a compra da imprensa por meio dos governos tucanos através das aviltantes verbas publicitárias, fartamente documentadas. Sem isso será um refém da cumplicidade corrupta da mídia com o tucanato, se fizer isso, forçará a mídia pró-Serra a pegar leve ou a exagerar. Nos primeiro caso terá um ambiente mais equilibrado na mídia, no segundo caso terá a prova empírica de sua denúncia, dará o máximo de objetividade a sua denúncia.

5. Tecnicamente a produção do programa é pior do que o do Tirica, e não estou exagerando. É ruim, não convence, não emociona, não empolga. Ruim, absolutamente ruim. Não há nenhuma qualidade.

6. Concentrar os recursos do PT nacional em São Paulo, já que Dilma está virtualmente eleita, e já que lá é o calcanhar de aquiles da campanha. Se a campanha vencer fortemente no Estado aonde a oposição é mais forte e também é o maior ’colégio eleitoral’, significa que a vantagem nos outros estados alcançou índices ainda maiores. Claro, os outros estados não podem ser em nenhuma hipótese abandonados, jamais.

7. Se Mercadante não for a grande mudança, não for o adversário implacável, não for a grande esperança, em suma, se sua mensagem não convencer, empolgar e emocionar; então, me desculpe, vai ser difícil até para um petista votar em você. Sua campanha deve ser o extremo inverso do “mais do mesmo”, linha distante do “tá bom mas pode melhorar”. É exatamente a mesma linha fracassada de Serra, de querer evitar oposição ao Lula. Não confunda a forte popularidade do Lula construída apesar da mídia, com frágil popularidade do Serra construída pela mídia.

8. Chamar o Ciro Gomes para ser a ponta de lança da campanha de Skaf, para desconstruir definitivamente a imagem midiática de bom gestor do tucanato.

Que azar de São Paulo e do Brasil que Ciro Gomes não tenha aceito ser candidato pela centro-esquerda em São Paulo. Mas para São Paulo ainda desejo sorte e ainda tenho esperança. O Brasil precisa que São Paulo nos livre do pernicioso, cretino e elitista demotucanato. Nós no nordeste, que éramos o maior reduto deles, nos livramos com muito esforço, coragem e dificuldade, vocês nem imaginam o quanto! Agora cabe a vocês paulistas. O que tememos é o fato de São Paulo ser um ninho poderoso o suficiente para ressucitar a direita que devastou cruelmente o nordeste durante 500 anos com coronelismo, miséria e autoritarismo.

Paulistas, façam o favor a si mesmos e ao país, nos livrem desse ninho do atraso.

Written by ocommunard

10 de setembro de 2010 at 14:11

Publicado em Eleições

O ‘polvo’ da Veja e o novo Brasil

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Para a revista mais reacionária do país, no seu desespero eleitoral, só lhe restou as frases de efeito. Em sua capa semanal agora debocham dos 96% do país na expressão ‘O Partido do Polvo’, claro, querendo fazer associação a um outro personagem que leva um nome de um outro molusco, Lula. E aqui se encerra toda a profundíssima crítica política da retaguarda do atraso, a revista Veja.

O Partido dos Trabalhadores, em uma ampla coligação de “centro-esquerda, mata um leão por dia derrotando bravamente a farsante campanha midiática que a Veja insiste em se colocar orgulhosamente a frente, como uma espécie de rei deposto governando seu umbigo. Essa vitória não cabe a ninguém a não ser aqueles que esse pseudo-jornalismo ridiculizara como ‘polvo’. Esses neo-sebastianistas esperando a ressurreição de seu rei morto nas urnas de 2002, El Fernando Henrique Cardozo, acreditam que derrubarão com suas trombetas as muralhas de Jericó se apoiando na fé de que somos manipuláveis como um animal irracional. Suas vuvuzeladas histéricas até então se resignaram a observar a nossa resposta a altura: o ‘espetáculo do crescimento’ da candidata da centro-esquerda, Dilma Roussef.

Veja é aquela publicação que protagonizou o maior pastelão jornalístico que se tem notícia na história deste grande país, a manchete ‘trombeteante’ que vaticinava com a certeza de uma fórmula matemática elementar de que Lula não faria seu sucessor. Acho que receberão ainda nesse ano, como troféu de ‘asneira do ano’, a vitória em primeiro turno daquela que vaticinavam não ultrapassar os 15%.

Os mesmíssimos veículos de desinformação que cotidianamente nos últimos 8 anos atacaram covardemente a tudo que se relacionasse ao governo Lula e a pessoa do Lula, hoje não se constrangem ou sequer fingem constrangimento em repetir a estratégia eleitoral de seu candidato, José Serra, de se vestir de lulista para roubar votos dos simpatizantes do governo. A Veja, a revista que mais denegriu a imagem do presidente da República, repetira em sua atual edição a paródia da campanha do Serra que afirma que: Dilma estaria atacando o Serra, tal como Collor atacou o Lula, logo, portanto, Dilma é Collor, e Serra é Lula. Não importando que a Dilma seja candidata do Lula, e Collor seja tão conservador quanto o Serra, não importa. Serão eles os idiotas, ou serão que eles pensam que somos nós? Se assim acham, a resposta está nos 2% a mais que Dilma alcançou no ‘tracking’ do IG depois do factóide ter entrado na campanha da direita em sua mídia pública(horário eleitoral do Serra) e privada (Veja, Globo, Estadão e Folha, etc).

Um historiador saberá perceber a sutileza grotesca da decadência da direita brasileira nessa eleição? Talvez sim, talvez não, o que sabemos é que nós, ‘o polvo’, soubemos perceber com um alcance proporcional aos mais de 60% de votos que levará a nossa candidata vencer de modo retumbante em primeiro turno. E é isso o que realmente nos importa.

A capa da Veja apresenta a imagem do ‘polvo’ se apoderando do símbolo da República, com seus muitos tentáculos. Essa imagem não é do ‘partido do polvo’, ela era usada pelo Partido Optmate(partido elitista romano adversário do Partido Populista) que dessa forma esnobavam a ‘multidão’ como uma massa vulgar inferior. Mas os tentáculos que este  ‘polvo’ se apodera é aquilo lhe é de direito, é o significado literal de República:  ‘coisa do povo’, o significado literal de Democracia: ‘poder do povo’.

Seria até injusto afirmar que tal transformação está por acontecer com Dilma, esse esnobismo aterrorizado de que o poder seja do povo(republicano), pelo povo(democrático) e para o povo(social) se realiza com brilho desde 2002, os esforços dos reacionários da Veja não é para impedí-lo, mas para estancá-lo. E o seu temor é por saberem que as conquistas que lhe garantem 96% de aprovação(ótimo/bom/regular) serão em um próximo governo muito maiores, basta ver as condições socio-econômicas do país e as pesquisas eleitorais em todo o Brasil que dará a nossa presidenta uma base estável para governar e fazer as grandes reformas pendentes a vários governos, mas que o Senado de maioria conservadora impedira de ser realizado no governo Lula.

Nossa resposta, a resposta daqueles que eles debochadamente chamam de ‘polvo’, será bem mais ruidosa que todas as vuvuzelas da direita: eles nos ouvirão nas urnas! Nossos tentáculos são os nossos votos, e somos centenas de milhões. E com esse poder derrubaremos todo o poderio econômico midiático e seus tentáculos no judiciário e na política. Será uma poderosa voz uníssona que transcreverá além das revistas, jornais e tv, mas nas páginas da história, aonde nenhum fascistazinho da revista Veja jamais alcançará.

E o que diremos nas urnas? Diremos: contra o atraso, contra a calúnia, contra a baixaria eleitoral, contra o neoliberalismo, contra o fascismo; a favor de uma nação economicamente mais forte, socialmente mais justa e politicamente mais soberana. Dilma Roussef, presidente do Brasil.

Written by ocommunard

5 de setembro de 2010 at 14:57

Publicado em Eleições

O impostor e o impostômetro: comédia, farsa ou chanchada?

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O candidato da “elite da elite”, José Serra, em mais um episódio tragicômico que simboliza mais uma vez a decadência sem freios da direita brasileira, quis criar um “fato político” responsável pela sua suposta grande virada: o ato-denúcia dos 8 bilhões em arrecadação do Impostômetro. Percebam que está incluso aqui todas as esferas federativas(união, estado e município), mas o ato tinha intenção política manifesta de acusação contra o governo centro-esquerdista, até porque estamos falando de um candidato a presidência pela oposição. O que  era para ser uma epopéia midiática pró-Serra, se transformara em comédia quando o protagonista – o Impostômetro – travou, para logo em seguida se tornar farsa com a histeria midiática para encobrir o vexame, e em seu “terceiro ato” declamar uma típica jabuticaba de nossa direita: a chanchada ideológica anti-tributária.

O Serra acenando ao ar esperando o Impostômetro como quem espera uma virada nas pesquisas. Pobre Serra, será que ele ainda pensa que está em 2002? E de que mesmo lá ele perdeu? O Brasil mudou, e o Serra ainda vive num panorama político que no final das contas saiu derrotado.

Os comitês do Serra – Folha de S. Paulo, Estadão, Veja e Globo – correram esbaforidos para encobrir o pastelão de seu candidanto gritando e culpando a figura imaginária do hacker petista. Mesmo tendo o serrista Afif informado que a queda foi no Paraná (um estado ainda tucano). E  que os únicos ataques de hackers (que se denominaram hackers tucanos) ocorridos nessa campanha foi justamente contra o PT (salvo algumas exceções). Acho que foram os mesmos hackers tucanos que ao entrarem no site do Impostômetro, perceberam que era o governo de São Paulo e o governo de Minas Gerais, ambos, que lideravam o ranking!!!

Mas a questão é menos superficial que isso… já que isso já daria pano suficiente para muitas mangas. Não é o ato cômico de Serra com cara de bolacha ‘esperando Godot’. E nem é também o ato farsesco das mídias serristas correndo para encobrir a vergonha culpando o ‘espectro vermelho’. A questão em si é a chanchada do combate aos impostos embandeirada pelo demotucanato  e o PIG.

Qual é o partido que mais agita essa bandeira senão o DEM? E quem não se lembra do aumento do IPTU feito pelo então entitulado Taxab? E mais, quando o demotucanato estiveram na presidência a carga tributária foi de 29,46% (1994) para 35,53% do PIB (2002) e a dívida pública de 30,2% (1994) para 55,9% do PIB (2002) [1][2].

Alias, abrindo um parênteses, e o mensalão do DEM, cadê? Mesmo com prisões, videos e condenações reais! Esse não existe para o PIG, mas o mensalão do PT de 2002 que levou o Roberto Jefferson a perder o mandato por não ter provas, esse sim é recozido todos os dias no caldeirão difamatório do PIG.

Sobre a hipocrisia do tema da carga tributária, FHC chegou a afirmar quando questionado sobre a expansão dela em seu governo: “Ué, distribua melhor. Como vai ter um Estado moderno, em um país pobre, sem tributo?” [1]

Heim? Mesmo com tal declaração, mesmo de fato tendo aumentando bem acima do governo Lula a arrecadação, gasto e carga tributária: é contra o Lula que o PIG grita [3]. A intenção deles é fazer uma espécie de bloqueio econômico interno do tipo que faz o EUA contra Cuba; para assim, levar o governo sem recursos para um retumbante fracasso, para enfim implodir o governo esquerdista, derrubar o operário no poder. Mas isso falhou tanto em Cuba, aonde há o bloqueio, quanto no Brasil, aonde o bloqueio não funcionou. Quem é o Serra para usar o impostômetro como ato político quando no site do Impostômetro é justamente no estado aonde os tucanos governam a 16 anos é líder no ranking? Governo que ele governou! Com isso, só restarão duas saídas: ou afirmar que quanto maior o PIB, maior a arrecadação… esvaziando a crítica do impostômetro e a transformando em elogio. Ou terão que ir para a carga tributária, aonde o FHC leva uma surra do Lula. Por isso, para o PIG, só lhe resta o apelo a burrice, a ignorância e o fanatismo.

A crítica ao gasto é ainda mais idiota. Se um maior gasto de governo representa uma gestão pior, então a UE e os EUA a vários séculos são muito piores que o Brasil, piores que qualquer país africano, piores até mesmo que o arrasado país de Honduras. Claro, um governo gasta o que arrecada, e arrecada o que tem (PIB). Aí de novo caímos na carga tributária, e nesse quesito o governo Lula vence FHC e o pedagismo do Serra, isto é, o pedágio é o modo escamoteado de Serra aumentar a carga tributária.

Afora o cinismo reacionário, é fato que não temos uma carga tributária de país desenvolvido, e se quisermos se transformar em um teremos de ter. Um modo de retardar esse fato incontornável seria aumentando a arrecadação com um crescimento robusto, assim, aconselho aos capitalistas se quiserem continuar vivendo em um país com inclusão social sem revolução, que não percam o seu tempo com babaquices como o impostômetro, mas participando proativamente no CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social) com propostas concretas para estimular o crescimento econômico brasileiro.

Capitalistas, esse é o chamado trabalhista: enriqueçam com um país mais rico, não com um Estado mais pobre! E se quiserem arriscar seu futuro apostando nas conspirações golpistas de Serra no “Clube da Aeronáutica” ou Gilmar Mendes, ou PIG, assumam as conseqüências irreversíveis de tal ato. A consciência trabalhista já foi plantada, ela permanecerá como trabalhista ou avançará como socialista. O trabalhismo, mesmo com suas claras limitações, é a única via socialmente pacífica para o desenvolvimento do Brasil, isto é fato tanto no trabalhismo clássico quanto o neotrabalhismo petista.

Ficar calculando a arrecadação e confundir com carga tributária é coisa típica do cinismo tucano que está nessas eleições em vias de extinção.

[1] http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1547300-EI6579,00.html
[2] http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=65
[3] http://portalexame.abril.com.br/economia/noticias/lula-defende-carga-tributaria-brasil-565818.html

Written by ocommunard

31 de agosto de 2010 at 14:55

Publicado em Eleições

Por uma retumbante vitória da centro-esquerda

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Aqui não analisarei “sociologicamente”, o país é o que é hoje porque vive um grande momento de avanço social e tudo o mais é expressão disso. Aqui quero falar apenas da comunicação do governo nessa campanha.

O que deve ser mantido

– essa boa dosagem de emoção e razão, é simplesmente genial
– a relação de parceria e sucessão entre Lula e Dilma; nada a adicionar. Está bem dosada até agora, sem exagero nem omissão.
– a mais forte idéia dessa campanha: “para o Brasil seguir mudando”. É, de certa forma, abrange o perfil conservador(dos que não querem mudar) e transformador(dos que querem mudar), condensada na idéia “para o Brasil seguir mudando”, o continuísmo do mudancismo. Genial.

abrange o perfil conservador(dos que não querem mudar) e transformador(dos que querem mudar), condensada na idéia “para o Brasil seguir mudando”, o continuísmo do mudancismo. Genial.


A forte idéia do Brasil para todos

– regionalismos: aparecer as regiões através dos sotaques, focar a classe média de sotaque de cada região, por ela representar a maioria e a nova classe média da era Lula, e por ela ser uma espécie de meio-termo de todas as classes.

– concentrar esforços em São Paulo e Sul. Depois de fazer um giro por todos os sotaques, mostrar ‘casos’ mais detalhados de paulistas e sulistas dos avanços do governo Lula.

– quebrar o discurso da “porta de saída” do Bolsa Família, não só apresentando o programa “Próximo Passo” (genial), mas afirmando que ao garantir a criança na escola, garante a criança a melhor porta de saída para ela, a educação.

quebrar o discurso da “porta de saída” do Bolsa Família, não só apresentando o programa “Próximo Passo” (genial), mas afirmando que ao garantir a criança na escola, garante a criança a melhor porta de saída para ela, a educação.


Pragmatismo mas com idealismo!

– permear o idealismo e esperança típica da aura petista como essência de todas as conquistas, não deixar que as conquistas econômicas apareçam tucanizadas como resultado da ‘gestão’, mas com esse viés de conquista política, como vitória da luta por uma sociedade melhor, dos ideários do PT. Nada aconteceria sem antes a “esperança ter vencido o medo”, que venceu o medo foi o Brasil. Isso foi feito, mas foi pouco.

– a expressão “a esperança vence o medo” é fundamental nessa altura da campanha, quando o terrorismo tucano vai ser intensificado depois de abandonada a fase do “serrinha paz e amor”.

Grandes imagens, grandes idéias

– colocar as mobilizações estudantis contra a ditadura, como identidade política de Dilma, esse é o passado que Dilma deve apresentar, porque dá a ela uma identidade própria, e sua imagem de mulher forte se une a de uma força contra a ditadura e a favor da democracia. O passado de Dilma deve ser a da combatente contra a ditadura, a que lutou, a que resistiu… e as imagens das passeatas, da juventude daquela época fará a melhor comunicação possível dessa identidade.

– paralelamente mostrar o Lula na época das greves, do sindicalismo, como ele sendo uma outra frente pela mesma batalha, pela democracia. Para reforçar a idéia de que já alí, cada um em sua área, já lutavam por um mesmo país, politicamente democratico, socialmente justo e economicamente forte.

– reforçar a grande vitória de 2002, a imagem da posse é muito forte, sobretudo da população comemorando. Apresentar que o sonho daquela geração se concretizara na vitória de 2002. Ela apareceu na campanha, mais foi pouco aproveitada em toda sua força. Com essa imagem reforçada, a vitória de 2010 vai embalar o mesmo entusiasmo.

– apresentar os artistas (sobretudo o Chico Buarque, que é emblemático) que apóiam as transformações que o país vive (isso é mais importante do que apoiar diretamente o nome da Dilma), para assim concluir que o voto em Dilma é a certeza de que o país seguirá mudando, de que esse bom momento continuará e melhorará ainda mais.

– Mas sempre frisar que, o papel de revelo é dos próprios trabalhadores, não cair no “culto a celebridade”. É fazer com que as conquistas sejam defendidas pelos próprios trabalhadores por serem deles próprios. Apresentar o governo apenas como expressão e resultado de todas essas lutas, como a vitória máxima de um processo histórico com vários personagens e lutas. Isso emociona mais, e isso comunica muito melhor o que de fato representa para todos o impacto histórico e social do governo do operário.

É fazer com que as conquistas sejam defendidas pelos próprios trabalhadores por serem deles próprios.


Paternalismo vs emancipação

– rejeitar paternalismos e maternalismos, e substituir pela imagem de mobilização social através do apoio de líderes sindicais, estudantis e camponeses. Reforçar a idéia de que a centro-esquerda é uma conquista e ousadia do próprio trabalhador, que é meramente expressão dessa auto-emancipação, da ousadia do trabalhador votar em si mesmo, em alguém como ele. Fazer com o que o trabalhador defenda a sua própria vitória.

– ao mostrar a sociedade mobilizada, com os líderes sindicais(simbolizando o trabalhador), os líderes estudantis(representando a juventude) e as líderes feministas(com Maria da Penha, representando as mulheres), líderes da Contag(representando o pequeno agricultor), líderes das pastorais da criança(representando a igreja católica e a defesa das crianças) e do MST(para mostrar que não traiu a reforma agrária. E, para não desagradar a centro-direita, apresentar empresários e latifundiários apoiando o governo. Reforça mais uma vez a idéia forte de um “Brasil de todos”.

que é meramente expressão dessa auto-emancipação, da ousadia do trabalhador votar em si mesmo, em alguém como ele. Fazer com o que o trabalhador defenda a sua própria vitória.


Tática e estratégia

A crescente da Dilma gera um círculo virtuoso que a cada avanço nas pesquisas agrega novas adesões políticas que gera novos avanços nas pesquisas. No entanto, na perspectiva governista, 49% é abaixo dos seus potenciais 78% de simpatizantes eufóricos do governo, fora os 18% que acham o governo regular, devem estar sempre na perspectiva da luta eleitoral da centro-esquerda. Podemos mais, bem mais…

É importante, por isso, concentrar as idéias principais da campanha nas propagandas parciais durante o dia reforçando: o avanço econômico, a justiça social e a emancipação política(muito importante, reforçar o governo como vitória do trabalhador brasileiro). E uma imagem que dose emoção(esperança, idealismo) e razão(obras e resultados), o que nesse aspecto fizeram muito bem até agora.

Inclusive, a imagem de trabalhador deve priorizar a diversidade como a imagem de brasileiro. O trabalhador é o operário, engenheiro, professor, gari, gerente, isto é: todos. O ‘brasileiro’ é o nordestino, nortino, o sulista, o paulista, o carioca, etc. Isto é, reforçar a grande idéia de todo o governo Lula: ‘BRASIL, UM PAÍS DE TODOS’. Isso é realmente forte, e isso se comunica diretamente com o sentimento dos brasileiros. E é a grande marca do governo petista, da era Lula.

Mas a centro-esquerda precisa vencer ainda em três pontos: São Paulo, Santa Catarina e no parlamento. Para vencer no parlamento poderia apostar numa alternativa corajosa, sair da campanha onde cada candidato fala por si, para uma onde cada candidato fala pelo partido, pedindo o voto no partido, o voto no 13 (e não no seu número em particular).

Como tática de comunicação seria fortíssima, o número 13 é mais fácil de decorar frente aos muitos candidatos dessa eleição. É mais fácil colar a imagem do Lula ao número 13 em todos os candidatos, isto é, seria a forma mais eficiente de transferir a popularidade de Lula para garantir um forte parlamento governista. E nessa eleição são 2 senadores, Senado este que foi o principal impedimento as grandes reformas. Virtualmente Dilma já venceu no executivo, mas precisa garantir o legislativo. Sem isso, pode sofrer uma grande vitória de Pirro. É, portanto, fundamental reforçar a campanha eleitoral legislativa.

No entanto, na perspectiva governista, 49% é abaixo dos seus potenciais 78% de simpatizantes eufóricos do governo

Virtualmente Dilma já venceu no executivo, mas precisa garantir o legislativo. Sem isso, pode sofrer uma grande vitória de Pirro. É, portanto, fundamental reforçar a campanha eleitoral legislativa.


Para avançar em São Paulo

Vencer em São Paulo seria a extinção do tipo de direita golpista que imperou durante 2002-2010 tentando derrubar cotidianamente o governo Lula. Seria o modo de vencer democraticamente contra os que agiram anti-democraticamente contra o governo mais popular de nossa história. É uma vitória que o Brasil almeja, merece e precisa, uma justiça histórica! Enterrar de vez o neoliberalismo no país seria o apogeu de todo legado do primeiro governo de esquerda do país. Enquanto houver um tucano governando São Paulo, a centro esquerda não completará a sua vitória. E acho o Lula, mais do que a Dilma, deve ser o catalizador desse processo.

Dilma já está na frente em São Paulo, porque o Mercadante ainda não, mesmo tendo mais experiência eleitoral? É claramente falha de comunicação da campanha e dele. Como? Eis minhas modestas sugestões:

– Reforçar os comício em frente das fábricas, a força política do ato de alguém que retorna as origens reforçaria o caráter coerente e corajoso. Além do que, seria um legítimo cabo eleitoral, já que ele veio do sindicalismo, foi um operário.

– Destucanizar Mercadante. Sair de seu discurso tecnocrático. Se ele é a mudança, como vai convencer com um discurso tão parecido?

– Desconstruir o discurso de ‘bom gestor’ dos tucanos. Há tanta imagem para provar o descalabro tucano que não dá para acreditar que o Mercadante não tenha mais de 80%. Vejamos, area social: miséria, repressão das greves, greves mil, etc. Segurança: basta reprisar o PCC e muitas reportagens policiais. Saúde: as longas filas. Política: alternância de poder, discurso neoliberal, etc.

– Mote: desconstruir o discurso tucano é provar que toda sua popularidade é fundamentada em propaganda. Como provar isso? Apresentando amultimilionária verba publicitária dos governos tucanos. A do desgoverno Serra foi maior do que a do governo Lula, mesmo tendo a união 70% da arrecadação!

– Romper as armadilhas tucanas

-> Defender o dinheiro público para garantir a Copa em São Paulo. Acusar a motivação política dos tucanos de tirar São Paulo da Copa (foi o Lula que conquistou). Provar que a perda da Copa se deve a uma imagem neoliberal, contrária ação do Estado. E que essa linha foi derrotada no Brasil com o êxito do governo Lula e no Mundo com a crise financeira internacional. Afirmando que hoje o presidente do FMI é um socialista.

-> O anti-dossiê. Usar as acusações de dossiês dos tucanos como forma dos tucanos de desviar do debate, de encobrir seu desgoveno.

-> Toda vez que alguém critica o governo tucano, Alckimin diz que é criticar São Paulo – atacar essa estratégia afirmando que os tucanos estão tão acostumado com o poder que acham que o governo tucano é o próprio estado.

-> Plínio provou que um discurso mais forte tem sim grande força eleitoral

desconstruir o discurso tucano é provar que toda sua popularidade é fundamentada em propaganda. Como provar isso? Apresentando a multimilionária verba publicitária dos governos tucanos. A do desgoverno Serra foi maior do que a do governo Lula, mesmo tendo a união 70% da arrecadação!


Written by ocommunard

27 de agosto de 2010 at 13:19

Publicado em Eleições

Eleições 2010: como a direita democrática se mobiliza

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A direita não tem ilusões e vai usar toda a sua força midiática e financeira para tentar barrar a progressão da esquerda. Abaixo apresento um esboço do que está se delineando a tática e a estratégia da direita no Brasil.

1. TÁTICA

1.1 Infiltração (PMDB)

O primeiro passo da direita não está na oposição, mas dentro do governo. Os setores conservadores da sociedade não apostam que um governo com 80% de aprovação possa ser ignorado. O braço das forças reacionárias no governo é o PMDB, mas não todo o PMDB, como a parte do PMDB progressista do Paraná. Mas duas linhas de frente, Michel Temer e Pedro Simon. Michel Temer representa a infiltração conservadora no governo trabalhista, representa um conjunto de forças que tenta chantagiar o governo para impedir as mudanças. Pedro Simon é a ala oposicionista do PMDB. As duas forças são necessárias, na medida que devem mobilizar o PMDB para que apoiando ou se opondo ao governo, estejam a serviço da classe dominante.

1.2 Terrorismo (mídia)

A mídia é a ponta de lança, uma direita sem guerra fria, cujo não pode mais simploriamente acusar de agente soviético todo e qualquer esquerdista, nem mesmo pode ainda aliviar as contradições do capitalismo frente a sua tese neoliberal que não permite nenhuma concessão econômica a política, só pode apelar para uma constante campanha ideológica, caluniosa e terrorista que tente levar o pânico a população, e com isso, desviá-la de um voto progressista. É ideológica porque permanente está fazendo apologia de sua tese neoliberal, por mais que a crise financeira a tenha refutado.

É caluniosa porque só pode se mobilizar distorcendo os fatos, dado a constatação de que o governo tucano-neoliberal foi um fracasso e o governo petista-trabalhista foi um sucesso, e por último é terrorista, porque o medo sempre foi o modo de manipular as massas contra sua própria emancipação. Mas por duas vezes a esperança venceu o medo, e já não mais caímos nessa retórica fajuta.

1.3 Ideologia (neoliberalismo-PSDB)

Mas o papel de porta vozes da ideologia, por mais que a mídia se esforce para assumir o papel de partido, é o PSDB. O DEM em franca decadência não pode mais aparecer em público, a não ser com uma maciça e arriscada operação cosmética da mídia conservadora. O monopólio conservador nos meios de comunicação precisa dos atores, precisa de um partido. O PSDB está coagido a ser o partido da privatização, do neoliberalismo e do anti-comunismo, por mais que haja neles ainda algum pudor em sua essência social-democrata. No entanto, a única força que tem, que é a mídia, exige deles assumir o papel de partido do capital, e temendo sumir do mapa, fazem o jogo sujo. O que faz um sociólogo intelectual verborragicamente vaidoso soltar uma bravata do tipo: “brasileiro quer malandro que rouba na cadeia”. Uma bravata vulgar ao estilo não de um lacerda, mas de um ratinho, de um bebo de esquina, de um fascista.

2. ESTRATÉGIA

A estretégia da direita é tipicamente lacerdista. Ela está mobilizada para que a todo custo não haja viabilidade da continuidade da esquerda no poder. Parafraseando Lacerda, a estratégia da direita segue o lema: “se candidata mas não se elege, se elege mas não toma posse, toma posse mas não governa”. Vejamos como a direita está se mobilizando para realizar cada uma dessas “premissas”.

2.1 Eleição: “se candidata mas não se elege”

Aqui se trata de toda a força de concentração da direita, que tem como auge a fundação do Instituto Millenium que segundo seus oradores (Jabor), deverão usar de toda a virulência para evitar a eleição de Dilma. O Instituto Millenium é a cúpula da direita. Lá se coordena todos os partidos, mídias, celebridades, simpatizantes, etc que estejam atinadas na conspiração contra a esquerda.

O terrorismo, o factóide, a tendenciosidade, a manipulação, o requentamento de notícias, a propaganda política descarada. A tarefa é transformar toda a imprensa é um prolongamento do horário eleitoral conservador, e atacar de tantas frentes que a Justiça Eleitoral se dê por vencida, ou mesmo que reaja, não possa fazer mais do que chorar o leite derramado, não tenha como dar uma resposta politicamente neutralizadora, pois quando agir, o estrago já foi feito.

2.2 Posse: “se elege mas não toma posse”

Mas se a “massa ignara”, mesmo com todo o esforço do “Farol de Alexandria” em tentar incutir em sua cabeça mentiras luminosas sobre o voto correto, ainda assim eleger Dilma. Um segundo movimento já está bem articulado. Através de um dos mais destacados reacionários infiltrados (depois do Henrique Meireles, é claro), o Ministro da Defesa Nelson Jobin, que inunda permanentemente o governo com factóides de crises, como a crise dos caças, a crise do PNAD, etc; é o cabeça dessa articulação. Ele já está articulado com as viúvas da ditadura para formentar uma crise militar contra a posse da “terrorista”.

Ao que parece esse plano está rondando apenas dentro dos setores mais reacionários da imprensa e da política, como a Veja e o DEM. Essa articulação é descarada se percebermos como agiu Nelson Jobim no escândalo do PNAD3, e como a Veja e o DEM estão manifestando suas restrições a democracia e seus comentários aos militares.

No entanto, nada indica que os militares de hoje, que viveram o inglório sucateamento e submissão do tucanismo neoliberal, tenha qualquer simpatia por tal ação, sobretudo, contra um governo que além de ter elevado o prestígio internacional e ter 80% de aprovação nacional, reequipou e fortaleceu as forças armadas brasileiras muito além do que qualquer demotucanismo. Realmente, o período tucano foi tão desastroso que nem mesmo toda apelação ideológica anti-comunista da imprensa tem algum efeito sobre o exército como um todo, mas sobre sua cúpula sim. Pois toda ela é herança da ditadura anticomunista.

A articulação é seguir o modelo hondurenho: mídia + exército + judiciário. O judiciário conclama o golpe como um ato de legalidade, o exército mobilizado pela cúpula executa o golpe e a mídia aplaina os ânimos contrários ao golpe, demonizando os oposicionistas e glorificando os golpistas.

2.3 Governo: “toma posse mas não governa”

Mas se o “golpe hondurenho” não sair ou falhar, a mídia então vai se encastelar de modo brutal para desestabilizar o governo de tal forma que o torne ingovernável. De um lado, essa tática já é aplicada desde o factóide do mensalão, o que de certa forma seria improdutiva já que apenas arranhou a popularidade do governo que provavelmente sem ela alcancaria os 95% de aprovação, mas 80% é suficiente para provar a derrota desse ataque.

No entanto, ao que parece, a ideia é criar já logo depois da posse uma avalanche de factóides que inundem o governo, sobretudo, se articulando com o vice Michel Temer e a base pmdebista do governo. A idéia é atrair o PMDB para trair Dilma, e dessa forma garantir a chegada a presidência da única forma que o PMDB foi capaz, derrubando o presidente. É a Operação Itamar, que só será disparada caso a escandalização dê efeito na popularidade da recém-eleita Dilma. Essa é a missão da mídia, empurrar a sociedade contra Dilma, para que o renomado tucano Michel Temer assuma. Esse será o golpe mais suave, porque parecerá expressão da vontade popular.

3. CONCLUSÃO

Isto mostra que a batalha é mais difícil do que imaginamos, é uma batalha entre passado e o presente, pois sabemos que a vitória de Dilma não representará uma vitória sobre essas forças reacionárias, mas a vitória da reação será com certeza uma derrota de todas as esquerdas. Essa ameaça cada vez mais evidente exige uma união total de todas as esquerdas em primeiro turno, mesmo que tenha mais de um candidato.

Para a direita, a vitória de Dilma significará pelo menos mais 16 anos da esquerda no poder, pois sua reeleição será facilitada pela continuidade do processo de crescimento econômico e inclusão social, e após ela, o retorno de Lula é dado como certo, garantindo como simbolo de precursos da nova fase do Brasil, mais dois mandatos com alta aprovação. É isso que a direita quer evitar.

No entanto, todas essas práticas insidiosas da direita pode causar um efeito inverso, como por exemplo a campanha midiática contra o governo que teve como efeito a queda da credibilidade e consequentemente de seu poder dos orgãos midiáticos, sem surtir efeito contra a populiridade do governo de esquerda. No entanto, a direita se arroga em tomar o poder com a mídia ou através dela, pois ela quer um Berlusconi. Berlusconi tomou o poder e se sustenta no poder por ter toda a mídia a seu lado, nesse caso ele controla a maior mídia privada, e por ser primeiro ministro, também controla a TV pública de grande audiência lá. Berslusconi é novo Mussolini, o Mussoline do século XXI. Ele é o modelo pelo qual a direita quer derrotar a ascensão do socialismo…

No entanto, todo esforço da mídia em manipular está apenas a desmascarando e criando nos trabalhadores a necessidade de democratizá-la para cumprir o papel isento de que não cumpre. Quanto mais aumentar sua agressividade, mas rapidamente caminhará para o lixo da história, mais rapidamente se autodenunciará e viabilizará a democratização dos meios de comunicação. No entanto, o mérito cabe somente ao povo brasileiro que resistiu criticamente a todas as tentativas golpistas dessa direita midiática.

Written by ocommunard

15 de abril de 2010 at 17:18

Publicado em Eleições

Plinio de Arruda Sampaio: a esquerda da esquerda

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O país no último mandato do governo Lula, viveu um governo de centro-esquerda, diferente do primeiro mandato que com muita boa vontade pode ser definido como de centro. Não é segredo para ninguém as limitações políticas de tal programa, que não é tanto uma escolha do partido, mas inercialmente uma condição do grande condomínio de partidos e a necessidade da governabilidade em um regime semi-presidencialista, que uni os piores dos dois mundos. Infelizmente temos que esperar que uma nova geração da esquerda assuma o compromisso com o parlamentarismo, e veja nela a única forma saudável de garantir governabilidade, pois o presidencialismo sempre fica entre a ingovernabilidade e o fisiologismo, e quando garante folgamente a governabilidade, cai no personalismo presidencialista (bonapartismo, se preferir). Fortalecer partidos é necessariamente defender o parlamentarismo, pois o presidencialismo é um governo de monarquia civil.

A questão do papel da esquerda é central, apesar da ironia da expressão. Todos sabemos o que falará a direita(família,segurança,religião,fasci,etc), a centro-direita(moralidadade e factóides) e a centro-esquerda(moderação e pragmatismo), mas e a esquerda?

Pode se afirmar que a esquerda seja inexpressiva, mas ela tem uma grande força corrosiva sobre a centro-esquerda, ao tentar conquistar espaço da centro-esquerda, desmotando sua representação e ideologia. O único papel que cabe a esquerda que não sirva apenas para enfraquecer a centro-esquerda e assim dá espaço para a direita, é a de oferecer um discurso mais radical, porém, não opositivo a centro-esquerda, mas alternativo. A oposição deve ser sempre para a direita.

Uma denúncia que viabilize um chamado para a radicalização do processo, ofereça uma alternativa revolucionária às necessidades de mudança que a reforma oferece. Isso deve se materializar em uma aliança entre a esquerda e a centro-esquerda, de tal modo que unam forças para impedir que a direita e a centro-direita alcancem o segundo turno, e viabilizem assim um fortalecimento mútuo de seu campo, e possam disputar as duas alternativas no segundo turno.

A realidade da nossa esquerda é demasiada nefelibata para permitir isso? Somente a candidatura de Plínio se apresenta como uma articulação política viável a essa possibilidade, e é o que mais se aproxima dessa tática. Ainda que prefira entrar no coro do desgaste da centro-esquerda. Há um componente altamente sectário ideologicamente e rancoroso politicamente, por terem sido expulsos do partido que lidera a centro-esquerda, o PT. Mas ignorar que a mídia de direita sempre usa das críticas da esquerda a centro-esquerda apenas como meio de desgaste da centro-esquerda, é ser um analfabeto político.

A esquerda pode assumir uma postura efetivamente enraizada em nossa realidade e propor alternativas mais audaciosas que a centro-esquerda. Se ambas as partes se permitirem uma convivência e uma aliança que os une, derrotar a direita, isso é tão possível quanto foi possível, já em 89, Lula chegar no segundo turno; ou quanto foi possível uma mobilização social forte que derrubou por empeachiment logo após o golpe militar. As eleições de 2010 é uma grande possibilidade disso, dado as conquistas da centro-esquerda, e o desastre do DEM e PSDB.

Written by ocommunard

11 de março de 2010 at 16:02

Publicado em Eleições, Política