Communard

Políticas, economias e ideologias

Archive for abril 2012

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Caro leitores,

Estarei aposentando esse blog em favor de um outro, na plataforma blogger, a partir de hoje passarei a publicar no endereço http://margemesquerda.blogspot.com.br/

Grato a todos pela participação nos comentários

Written by ocommunard

14 de abril de 2012 at 18:21

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Cachoeiradas neoudenistas

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A CPI do fim do mundo nascerá na terça feira, é o que se diz no noticiário, o fim de um mundo povoado por “mosqueteiros da ética”, editor-chefe receptando um chefe de quadrilha e a maior farsa já contada por uma camarilha golpista que monopoliza desde sempre os meios de comunicação. “Meu mundo caiu”, suspira Rupert Civita. O “mensalão do PT”, sim pois o do DEM(Arruda) e do PSDB(Azeredo) é invisível para “livre imprensa”, foi desmascarada pelas gravações do Cachoeira como a maior tentativa golpista desde a redemocratização, seguindo o mesmo modus operandi que levou Getúlio Vargas ao heroico tiro no peito e o Jango a ingênua renúncia para “evitar derramamento de sangue” (que como sabemos não foi evitado). Jango deveria saber que a bandeira da esquerda não é vermelha por acaso, quem a segue deve está pronto para seu preço de sangue.

Com a eminência da esclarecedora CPI do Cachoeira, a grande mídia conservadora partiu para a intimidação e ameaça ao PT para que eles barrassem a CPI. De repente Demóstenes, Cachoeira e Perillo somem do noticiário, agora só há Agnelo Queiroz(governador do PT) e Protógenes (o que propôs a CPI). Se lia em letras garrafais nas entrelinhas: “barre a CPI para o seu próprio bem, pelo amor de deus!”. Pobre Goebbels, o PT não tem nenhuma reputação a perder na Veja, Globo, Folha ou Estadão, são 9 anos ininterruptos de linchamento moral permanente pontuado por um único soluço, a Veja com a entrevista com a Dilma, justamente quando o esquema do Cachoeira havia sido debelado.

O mensalão então volta as manchetes, miraculosamente. Justamente quando descoberto que as gravações de vídeo que gerou o escândalo havia sido produzido pelo esquema do Cachoeira em retaliação ao Dirceu ter barrado a integração do “moral” Demóstenes no governo. Enquanto dezenas de gravações que incriminam o editor-chefe da revista Veja são ignoradas pela “grande imprensa”, três gravações soltas entre Protógenes e o espião do Cachoeira(Dadá) é tratada como um julgamento sumário, por mais que ela não revelem simplesmente nada. Se a tentativa era fazer PT e Protógenes recuar, eles perderam. Quanto mais falsamente o incriminam, mas o PT e o Protógenes necessitam da CPI para provarem inocência.

Não é uma questão apenas eleitoral, pois o udenismo já vem se evaporando em cada eleição, a eleição e faxina da Dilma foi a pá de cal que o udenismo evitava, com a inesgotável constribuição do serrista Kassab. A questão é ideológica. A direita brasileira atual se baseia em 3 pilares: neoudenismo, neocolonialismo e neoliberalismo. O neocolinialismo (política externa subserviente alimentado por um profundo complexo de inferioridade) foi desmontada com as ações e êxitos internacionais do Brasil, o neoliberalismo foi praticamente expurgado, em termos práticos, com a crise financeira internacional, e por fim eles tinham o neoudenismo: o moralismo histriônico, agora definitamente demonstrado como pseudo-moralismo. Se o desmascaramento de Demóstenes é um tiro na oposição parlamentar, o desmascaramento do mensalão é uma bomba na oposição midiática.

Mas hoje há a internet, as mídias sociais a cada dia conquistam mais espaço e influência sobre as mídias de massa. A idéia de uma mídia estruturada por uma hierarquia plutocrática, agora se desmancha frente mídias sociais que trabalham como uma rede, aonde cada pessoa é um elo da informação e da opinião, radicalmente horizontalizado. Em 18 dias as mídias sociais derrubaram 30 anos de ditadura egípcia, apoiada pelos EUA, com a devida e indispensável mobilização nas ruas. Os mercenários, neoudenistas e idiotas úteis da imprensa sabem disso, e tem um tempo muito curto para pularem fora do barco e preservarem o que ainda lhes resta de reputação, influência e credibilidade.

É bom saber, que apesar dos pesares, apesar do poder imenso que um dia o oligopólio midiático exercera sobre o nosso país, provocando golpes militares, destruindo reputações, encobrindo a ditadura, não conseguiram deter a verdade, a verdade sempre vem a tona. Graças a todos aqueles que indignados frente a mentira, lutaram por todos os seus modestos meios para a denunciar para o maior número de pessoas possíveis a simples verdade, a mídia social é a arma letal para levarmos a extinção o aparato por onde Goebbels edificara a barbárie nazista.

O Cachoeira não apenas debelará o fim da farsa, mas demonstrará quem eram os verdadeiros mensaleiros que trabalhavam, não para votarem com um governo, mas a serviço de um criminoso. Não importa quantos do governo caiam, e percebo essa consciência na firmeza do presidente do PT, não importa, dessa vez a depuração política será geral, ampla e irrestrita. “Doa a quem doer”, e essa frase doi muito no PIG. E com certeza, dessa epifania de desmascaramentos nascerá a reforma política que tanto esperamos.

Written by ocommunard

13 de abril de 2012 at 17:22

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Roberto Jefferson, o acusador do mensalão, desmente mensalão

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Nas alegações finais ao STF o acusador-mor do mensalão pura e simplesmente negou a existência de sua própria acusação (a tratando como tetórica) e que todo e qualquer dinheiro que recebera do PT fora lícito. Seguindo o exemplo do Blog do Rovai, coloco em negrito as partes destacadas em que o demiurgo da direita se desmente.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO-RELATOR PERANTE O EXCELSO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Ref.: Ação Penal nº 47

ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, acusado já qualificado no feito da referência, por seu procurador, comparece respeitosamente à ilustrada presença de Vossa Excelência, a fim de apresentar com esta suas alegações finais:

I. Em decisão publicada pelo e-DJ de 15 Jun 2011, em atenção ao pedido formulado pelo protocolo nº 30.298, de 27 Mai 2011-6ªf, Vossa Excelência deferiu a juntada dos documentos que a acompanharam, mas, malgrado integrante daqueles mesmos, indeferiu a requisição de cópia da Ação Civil Pública nº 7807-08.2011.4.01.3400, aforada perante a 13ª Vara Federal do Distrito Federal, onde demandado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e outro, embora relacionada com esse feito.
Pois o Requerente agora conseguiu a cópia aludida, que junta com estas alegações finais.

II. Estando pendente de julgamento a Arguição de Impedimento nº 4, de fato, de suspeição de Vossa Excelência, proposta por co-acusado e interessando sua solução aos demais, com implicações na validade e higidez desse feito, acaso venha de ser acolhida, se pede seu pronto julgamento, antecedendo o desta Ação Penal.

Agora, às alegações.

III. Em preliminar, se renovam aqui, em toda sua extensão, os fundamentos que inspiraram os seis agravos regimentais opostos ao longo da instrução, a título de violação do devido processo legal e ampla defesa (CF, art. 5º, LIV e LV).

IV. Como dito já desde a defesa prévia, verbis,

“1. O Defendente é acusado dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro (fls. 114/118, da denúncia).

Nega e se declara inocente, no entanto, de ambas as acusações.

2. Diz o requisitório, à sua fl. 10, que “A presente denúncia refere-se à descrição dos fatos e condutas relacionados ao esquema que envolve especificamente os integrantes do Governo Federal que constam do pólo passivo; o grupo de Marcos Valério e do Banco Rural; parlamentares; e outros empresários. Os denunciados operacionalizaram desvio de recursos públicos, concessões de benefícios indevidos a particulares em troca de dinheiro e compra de apoio político, condutas que caracterizam os crimes de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e evasão de divisas”.

Também esclarece, mas ressalva, à mesma fl. 10, que “A origem desses recursos, em sua integralidade, ainda não foi identificada” (grifos aqui).

No entanto e contraditoriamente, quanto ao Defendente, na qualidade de Presidente do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB e de Deputado Federal, com outros de sua agremiação partidária, acusa-o do “recebimento direto ou disfarçado dos pagamentos de propina em troca de integrarem a base de apoio do Governo Federal” (fl. 95) e ainda, de que estaria(m) “cientes de que os montantes recebidos tinham como origem organização criminosa” (fl. 114).

Tudo isso seria para “venda de apoio político ao Governo” (fl. 114) e, nesse sentido, “Para ilustrar o apoio político do grupo de parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro ao Governo Federal, na sistemática acima narrada, destacam-se as atuações dos Parlamentares Roberto Jefferson, Romeu Queiroz e José Carlos Martinez Santos na aprovação da reforma da previdência (PEC 40/2003 na sessão do dia 27/08/2003) e da reforma tributária (PEC 41/2003 na sessão do dia 24/09/2003)” (fl. 117).

Especificamente em relação ao Defendente, assegura que “Como resultado do acordo estabelecido com o núcleo central da quadrilha entre os meses abril e maio de 2004, onde ficou acertado o repasse de R$ 20.000.000,00 do PT para o PTB em cinco parcelas de R$ 4.000.000,00, Roberto Jefferson e Emerson Palmieri, no mês de junho de 2004, receberam na sede nacional do PTB, diretamente de Marcos Valério, a importância de R$ 4.000.000,00, sendo a primeira parcela de R$ 2.200.000,00 e, logo após, R$ 1.800.000,00, em cédulas envoltas em fitas do Banco Rural e Banco do Brasil” (fl. 116).

Menciona, certo, outros episódios relacionados com José Carlos Martinez, Romeu Queiroz, José Hertz e Alexandre Chaves (fls. 116/117), mas esses são fatos de que somente invoca o testemunho do Defendente, embora – sem descrição de conduta criminosa, por eles intente responsabilizá-lo, mas exclusivamente na classificação dos supostos crimes correspondentes, sem outra sustentação (fl. 118).

O estilo oblíquo e mesmo confuso da narrativa da denúncia impunha esta especificação defensiva, porquanto, embora muito citado ao longo dela, o que efetivamente se imputa ao Defendente é somente e tão só o quanto acima gizado.

Salvo, claro, a assertiva surpreendente – que fez de uma vital testemunha para a acusação, apenas um réu de acusação inepta e sem procedência – de que “Relevante destacar, conforme será demonstrado nesta peça, que todas as imputações feitas pelo ex Deputado Roberto Jefferson ficaram comprovadas” (fl. 9).

Por quê?

3. Pois bem. Seja como for, certo é que as acusações contra o Defendente não se sustentam e são claramente improcedentes e destituídas de qualquer fundamento fático.

Com efeito e isso a todo tempo ficou dito e mostrado, sem contraste, que o Defendente andou sempre nos limites que a lei garante.

Como Presidente de partido político, o PTB, formulou acordo para a campanha eleitoral de 2004, eleição de vereadores, vice-prefeitos e prefeitos, com o Partido dos Trabalhadores – PT.

Não se tratava aí de apoio ao Governo Federal. A eleição era municipal.

No âmbito federal, o PTB apoiou, desde o 2º turno da eleição presidencial, em 2002, o candidato e a coligação que elegeu o Presidente Lula, detendo um ministério do governo, o do Turismo e compondo a base parlamentar de apoio, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Isso é notório.

O acordo político para as eleições municipais de 2004 com o PT, envolveram, sim, doação financeira deste para o PTB, da ordem de R$ 20 milhões.

Essa doação aprovada por ambos os partidos tem apoio em lei e, naquele pleito, estava regulada pelas Resoluções do egrégio Tribunal Superior Eleitoral.

Era a Resolução nº 21.609/04, art. 3º, parágrafo único, inciso I, que considerou recurso, dinheiro em espécie e, a Resolução nº 20.987/02, art. 10, inciso IV, que indica doação de partido político como fonte de arrecadação.

Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso.

A origem desse recurso, que não se poderia presumir ilícita – como, de resto, a própria denúncia afirma que “ainda não foi identificada” (fl. 10) – segundo o PT, é fruto de recursos próprios seus e de empréstimos bancários.

Não se trata, portanto, como dito na denúncia, de propina.

É recurso lícito, fonte de arrecadação prevista em lei e destinada à eleição municipal de 2004.

Com o governo federal iniciado com a eleição vitoriosa de 2002, de que fazia e faz parte o PTB, suas bancadas, na Câmara e no Senado, desde então sempre votaram e conformaram sua base parlamentar de apoio.

E isso é conceitual e rudimentar na prática parlamentar e política, que aqui se quer criminalizar.

Mas crime não é.

Assim, nada de incomum, estranho ou ilícito, do Defendente, então Líder do PTB na Câmara, defender e votar a favor da reforma da previdência – como já pregava desde a Constituinte e da indispensável e urgente reforma tributária.

Nem de novo, desde que essa é a postura programática do PTB e de notória defesa, antes mesmo da Constituinte de 1987.

E se não sabe o acusador a origem daquele recurso, como afirmar que é ilícito e, por isso, atribuir ao Defendente que empenhou-se no seu branqueamento ou lavagem ? Non sense !

É quanto basta, eminente Senhor Ministro-Relator, para deixar mostrado e a se robustecer com a prova a mais a produzir, para que a falada improcedência da denúncia seja reconhecida”.

Pois, dada como ultimada a instrução, a prova produzida não desmentiu e, por cima, confirmou o alegado.

V. Independente de em sede de alegações finais tenha o ilustre acusador se esmerado em esforço retórico para buscar a condenação do Defendente, da retórica não passou.

Nada da situação de fato – geralmente invocada da fase inquisitorial – conforta ou demonstra sua pretensão.

Em nenhum momento há indicação, documental ou oral, que desminta a versão do acusado.

Sem elemento material de prova, tenta, claro, formular teorias que, de lege ferenda, poderiam vir a serem discutidas no Congresso Nacional.

VI. Assim é, quando para formular pedido de condenação no crime de corrupção passiva, louva-se em referência a opinião isolada e, citando parte do v. acórdão na Ação Penal nº 307-3-DF, primeiro, diz que na configuração dessa infração é prescindível ato de ofício, que, aliás, não indicou na sua denúncia, praticado ou deixado de praticar.

Ora, mas tanto isso não é exato, nem verdadeiro que, já desde a ementa do v. acórdão respectivo, ali se pode ler, verbis,

“1.2. Improcedência da acusação. (…) em virtude (…) mas também por não haver sido apontado ato de ofício configurador de transação ou comércio com o cargo então por ele exercido” (DJ de 13 Out 1995).

Depois, diz que voto de parlamentar abrigado pela imunidade material que decorre do disposto pela CF, art. 53, sem qualquer especificação, pode ser escrutinado e submetido a controle pelo Ministério Público ou mesmo pelo Poder Judiciário, em rematado absurdo.

VII. Do mesmo modo, na imputação de lavagem de dinheiro, esmera-se em sustentar que embora reconheça que não haja tipo penal de organização criminosa no direito positivo brasileiro, isso merece uma espécie de interpretação extensiva que, em tudo, agride a garantia pétrea da CF, art. 5º, inciso XXXIX, de modo a instituir modalidade criminosa através de só argumentos.

Ora, ainda que uma tal possibilidade se viabilizasse – como não há – haveria de estar calcada em prova (que não se realizou), da ciência prévia do Defendente da origem criminosa do recurso que lisamente admitiu lhe ter sido aportado, como fruto de acordo partidário lícito e não desmentido. Ao contrário.

Assim, se sequer se desincumbiu de provar a origem do recurso – que desde a denúncia dizia não saber – todas as afirmações que faça, a partir de prova judicializada, no ocaso desta ação penal, de ser dinheiro público, de ser fruto de prática delituosa, de se ter inspirado em contratos e empréstimos fictícios, não passam de sua mera criação mental.

Dirá, que o Defendente disso soubesse ou pudesse saber, previamente, de modo à integração do tipo penal de que trata que, em todas as suas modalidades, apresenta tal exigência como requisito de sua configuração.

VIII. Efetivamente, o pedido condenatório não passa de esforço retórico que, por isso mesmo, não pode ser acolhido, como se pede.

IX. Já, qual a razão do ilustre acusador ter deixado de denunciar aquele que, por força de disposição constitucional, é o único que no âmbito do Poder Executivo, tem iniciativa legislativa (CF, art. 61), o Presidente da República, para somente acusar três de seus auxiliares (CF, art. 76), Ministros de Estado, que iniciativa para propor projetos de lei não têm, embora se diga que para aprovação daqueles teriam corrompido Deputados, isso é um mistério que esta Ação Penal incompleta e descabelada não revela.

Muito menos, diante do princípio da obrigatoriedade da ação penal pública, revelou.

Certo, o Defendente se debate, desde o recebimento da denúncia para que a matéria seja submetida ao Plenário dessa Alta Corte, à luz do que dispõe o CPP, art. 40, sem sucesso, porque travado por Vossa Excelência, ora sob alegação de que isso incumbiria ao acusador, ora de que isso descabia ao Supremo Tribunal, ora ainda que já fora decidido, mas que, em verdade, jamais foi proposto à Corte tal qual suscitado.

Afinal vige o disposto pelo CPP, art. 40, “Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia” ou, estamos todos submetidos à vontade incontrastável do Procurador-Geral da República, embora a clara evidência de crime praticado pelo então Presidente da República, a partir mesmo do teor da denúncia, quando se recuse imotivadamente a exercer seu munus em delito de ação penal pública plena, com omissão do Supremo Tribunal ?

Se assim não for, então, que se enfrente a matéria, dando-se aquela disposição processual penal do art. 40 como não recebida pela Carta de 1988.

Intolerável, é a omissão.

X. Por isso mesmo, já desde a defesa prévia, reiterado em quatro séries de embargos de declaração, se disse e pediu, verbis,

“4. Outra coisa é – e se diz que tudo ficou comprovado – o pagamento periódico a parlamentares para votar projetos de iniciativa ou interesse do Presidente da República, por parte inclusive de Ministros de Estado, co-réus neste estranho e incompleto processo criminal.

E se diz incompleto e aberrante da lógica jurídica, a mais desmerecer aquela que presidiu a denúncia açodada e preferencial, porquanto, como expresso em sede de embargos de declaração opostos ao v. acórdão que a recebeu, [ainda sem julgamento], ali se propôs, até aqui sem resposta, verbis,

“4. Admitindo a plausibilidade da acusação, como o admite o v. acórdão, no sentido de que pelo menos três (3) Ministros de Estado, constitucionalmente definidos como auxiliares do Presidente da República (CF, art. 76), se organizaram em quadrilhas autônomas, para, entre outras práticas, atentarem contra o livre exercício de Casa do Poder Legislativo, a Câmara dos Deputados, através de pagamento periódico em dinheiro a parlamentares, para votar em favor de projetos do Chefe do Poder Executivo, o “mensalão”, em delitos diversos, no entanto, nada dispôs o v. aresto sobre igual prática desses crimes, em óbvia co-participação, pelo próprio Presidente, silenciando em face do que dispõe a CF, art. 102, inciso I, alínea “b”, c.c. CPP, art. 40

Se descobre aí omissão e contradição, para que se pede declaração”.

Nesse sentido e para formulação de sua defesa aqui, o Requerente que dera notícia da dita prática delituosa ao Senhor Presidente da República, requereu certidão a respeito das providências que o Chefe do Poder Executivo envidara, mercê da notitia criminis, no âmbito do Poder.

Com surpresa, como evidenciam os documentos anexos, informa-se por certidão que nada foi localizado a respeito“.

XI. Já agora, com a representação dada por ilustre Procurador-Regional ao Senhor Procurador-Geral da República contra atos do ex-Presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA totalmente imbricados com os fatos de que cuida esta Ação Penal – acostada aí pelo Defendente com a petição citada no item I desta – lá protocolada em 19 Abr 2011, sem qualquer pronunciamento conhecido de Sua Excelência, nem mesmo aditamento de sua denúncia, para incluí-lo, se a matéria não for objeto de deliberação expressa dessa Suprema Corte, como se pede, então, que fiquem os documentos alusivos nesses autos, para que, no futuro, um pesquisador distraído da história possa ajuizar sobre o assunto.

XII. Eis porque, ilustrado Senhor Ministro-Relator, o Defendente, respeitosamente, pede sua absolvição.

Pede deferimento.

Sapucaia do Sul, 30 Ago 2011-3ªf.

p.p.

Luiz Francisco Corrêa Barbosa,

OAB/RS nº 31.349.

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11 de abril de 2012 at 1:06

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Marco Maia, el engavetador: Quando o PT se suicidou politicamente

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Caros, que todos lembremos desses dias de engavetamentos de CPIs do PT. Depois de mais de 9 anos de ininterrupta perseguição midiática, O PT com a faca e o queijo na mão, simplesmente se esconde. O que o PIG está falando para o Marco Maia simplesmente sentar em cima dos dois maiores escândalos da história da república que exploridia no colo da oposição?

Que o PT saiba, que todos saibam, do dia em que o PT por covardia, miopia ou estupidez se conciliou com os golpistas. Sempre gosto de lembrar do dia em que Trotsky com o testamento de Lenin em suas mãos, que fulminaria de uma só vez Stalin, ele aceitou o apaziguamento. A reação seguinte de Stalin foi destruir completamente Trotsky para que aquele testamento jamais ganhasse a luz do dia. Que o PT saiba, é isso que eles estão fazendo ao não implantarem as CPIs.

É triste, é lamentável, que nós trabalhadores apenas assistamos impotentes esse crime político contra a esquerda brasileira praticado pelo PT. Politicamente, o PT está falido, não funciona mais. Se na década de 90 brilhava como a mais qualificada crítica de oposição, hoje é uma mera paisagem para tentativas permanentes de golpes. Pobre país, nós merecíamos muito mais, esse é um grito inútil de alguém sem esperança.

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6 de abril de 2012 at 12:06

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Merval, aflições metafísicas frente ao Ibope

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O real existe? O real é real? A verdade é real? Perguntaria Merval diante do Ibope que aponta o recorde de popularidade de Dilma.

Não podemos dizer que há em Merval qualquer relutância em aceitar o Ibope enquanto instituição, já que a empresa onde trabalha é uma antiga parceira do instituto, e o presidente de tal instituto havia dado entrevista de que Dilma não seria presidenta, uma bela previsão. Mas isso não o impede de ser contra, simplesmente contra, o resultado das pesquisas. Porque para ele, a popularidade de Dilma é uma coisa, o governo de Dilma é outro.

O que para ele fica difícil aceitar é que pura e simplesmente a maior parte da sociedade brasileira discorda dele, e as perguntas do Ibope são bem explícita com relação a isso. Como fica um anti-petista de frente com uma pesquisa cuja presidenta pestista é declarada a mais popular da história, em relação ao mesmo período? Fica como Merval, ele simplesmente nega que a lei da gravidade exista.

Não deve ser fácil para alguém que antes tratava como “poste” a atual recordista de popularidade, e tenha agora que admitir que o governo dela está aquém da mesma, isto é, o poste não só é mais popular da história, como paira acima de seu próprio governo, e brilha mais que o “civilizado” e o “carismático”. Como explicar isso para um anti-petista sem que ele abandone o anti-petismo?

Faça como Merval, simplesmente diga que não pode ser.

O que mais supreende em Merval é sua colossal vacuidade, sua mediocridade intelectual insosa e seu anti-petismo renitente e vulgar. É uma espécie de Sardenberg da política. É incrível saber como a Globo paga para eles falarem e escreverem o que falam e escrevem, como diletantes da pior espécie. Porque não imagino que seus salários sejam baratos, tão pouco imagino que alguém os queira caso um dia a Globo os bote pra fora. São bajuladores inacreditavelmente incapacitados para qualquer dose de jornalismo.

Written by ocommunard

5 de abril de 2012 at 6:08

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Oposição: a implosão.

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Não foi o PT, nem o hegemonismo do PT, nem o aparelhamento do PT, nem o assistencialismo do PT, ou seja lá qualquer outra demonização oposicionista do PT. A oposição conservadora caiu por si mesma. Olhando em perspectiva, sempre foi assim. Demóstenes é apenas mais um capítulo.

Lula jamais teria rompido a barreira do 50% menos 1 sem o desastroso governo tucano que sucedera, nem teria fundado o neodesenvolvimentismo brasileiro sem sofrer as ameaças golpistas que pipocavam do “suposto” mensalão, fato este que teria dado ao Lula um protagonismo tal sobre o PT a ponto de indicar pessoalmente a sucessora que hoje bate todos os recordes de popularidade, inclusive em relação a ele.

Quando Lula em campanha conclamara os brasileiros a extirparem o DEM da política, teve como maior colaborador o ex-vice prefeito de José Serra, que simplesmente dizimou o DEM a favor de seu novo partido: o PSD. Que como todos sabem, foi uma tratativa serrista para enfraquecer seu rival interno Aécio Neves.

O udenismo do PSDB foi a cereja do bolo, criou uma armadilha suicida contra qualquer arranhão que sofresse em termos “morais”. Ao tentar marcar uma identidade que se resumia apenas ao moralismo histriônico, reservou todas as suas cartas sob um telhado de vidro que eles sabiam que existia. O que é o PSDB além de neoudenismo e neoliberalismo? O primeiro foi desmascarado pelos escândalos da oposição, o segundo foi desmoralizado pelas crises atuais. Ambos se inviabilizaram completamente.

O PSDB virou marketing, pura e simples propaganda de uma “marca” cada vez mais amparada na presunção de burrice sobre a opinião pública. Somente há alguma reserva moral na dita oposição de esquerda, por isso que Marcelo Freixo surge como alternativa dos oposicionistas decadentes, o problema é que o PSOL já estava se udenizando para assumir esse papel, já nasce morto como uma verdadeira alternativa à esquerda. Como ele poderia governar sem udenismos nem neoliberalismos tendo como base de apoio o PSDB e o DEM? Esperemos que essa equação insolúvel encontre uma resposta mágica, porque o futuro da oposição está na esquerda, e ela é o futuro do país, desde que ela compreenda seu papel como alternativa anti-conservadora, não como alternativa anti-petista, criticando o componente conservador da aliança centro-esquerdista.

Querem um exemplo desse tipo de oposição? Acompanhe o candidato da Frente de Esquerda na França, Jean-Luc Melenchon. A nossa extrema esquerda deveria aprender com ele três lições:

1) unificar as esquerdas, democratizando as soluções das diferenças
2) pacto anti-conservador, esquerda e centro-esquerda devem focar seus ataques na direita, nos valores conservadores e na plataforma neoliberal
3) radicalização, a esquerda deve se apresentar como versão “audaciosa” da centro-esquerda, tanto rompendo os “escrúpulos” conservadores da centro-esquerda, quanto aumentando a carga crítica contra a direita. Esse ítem só é viável se o pacto anti-conservador estiver garantido.

Written by ocommunard

5 de abril de 2012 at 5:40

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Veja: O Santo Sudário do Corrupção

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É realmente obcena a capa da revista Veja, um achincalhe contra a inteligência da opinião pública, quando o maior escândalo do momento envolvendo o DEMóstenes-Cachoeira revela conexões com o diretor-chefe da revista, esta descaradamente esconde o escândalo de sua capa?

O tema religioso na capa depois de desmascarada suas relações criminosas com um falso moralista é um achincalhe na cara da opinião pública. A imagem religiosa para encobrir um escândalo dessas proporções é a síntese da hipocrisia pseudo-moralista que este panfleto criminoso se tornou.

Pasmém, o editor chefe da Veja tem relações com um chefe de quadrilha, não se trata de uma acusação, se trata de um fato. Ao mesmo tempo em que a dita revista adora revisitar o termo “chefe de quadrilha” da “acusação” contra Dirceu, ainda que este implore todos os dias para ser julgado o mais rápido possível.

Nada melhor simboliza este panfleto reacionário do que encobrir um escândalo que está envolvido com uma capa tratando do Santo Sudário.

O que essa capa cínica revela, além do descarado encobrimento, é o surreal silêncio das autoridades sobre os envolvidos da revista Veja que até hoje não foram indiciados. Quantos DEMóstenes ainda existem no judiciário a serviço de um Santo Sudário da corrupção?

Como pode uma revista que está no minimo em suspeição com relação a um chefe de quadrilha que ela esconde em sua capa? Roberto Civita não é mais apenas um Rupert Murdoch tropical, é o Carlinhos Cachoeira da imprensa, algo mais próximo de uma quadrilha do que de uma máfia.

A lei é para todos?

Written by ocommunard

4 de abril de 2012 at 13:39

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