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Políticas, economias e ideologias

Estadão, a difamação doentia alcança a suprema burrice…

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O que falar sobre um artigo que começa assim:

Contrariando mais uma vez sua reputação de boa administradora, a presidente Dilma Rousseff anunciou a intenção de controlar pessoalmente a execução dos projetos considerados estratégicos.

Honestamente, caro leitor, você pode realmente acreditar no que acabou de ler? Se você conseguisse ser 10 vezes mais serrista que este jornal, e tivesse com suas faculdades mentais em perfeitas condições, você conseguiria mesmo assim terminar essa frase sem se chocar com o cúmulo de tal estupidez ?

O Estadão em sua sessão de “Opinião” declarou taxativamente que alguém que busca “controlar pessoalmente a execução dos projetos” é alguem que age contra sua “reputação de boa administradora”? Realmente, vemos que a loucura opositora perdeu completamente qualquer limite quando sequer a lógica ou a concordância consegue se manter na primeira frase de um texto.

O “artigo” é uma sucessão de difamações tão lógicas quanto a primeira frase, tudo para tentar ajuntar uma conclusão que recozinhe um dos lemas do candidado derrotado nas eleições presidenciais de 2010, José Serra. O tal loteamento. Vejamos a segunda pérola do Estadão.

Há um evidente equívoco nessa concepção de gerência. Visitas presidenciais a canteiros de obras podem ser politicamente importantes e até estimular a aceleração dos trabalhos, mas não servem para mais que isso.

Olhe que surpreendente! O Estadão afirma que “visitas” estimulam a “aceleração dos trabalhos” e são “politicamente importante”, mas que segundo ele “não servem para mais que isso”. E que mais deveria servir, ô grande mente pensante! Se tem valor ideal (político) e material (acelera os trabalhos), o que mais deveria servir? Mover montanhas!? Uma insurreição comunista!? Fazer em um passe de mágicas a obra brotar do chão!? Jamais saberemos, porque o Estadão em sua sapiência medieval não nos revelou. Talvez apenas os iniciados na sua privatolatria serrista tenha condições místicas de captar a mensagem tácita.

Ele afirma laconicamente, com tanto fundamento quanto a primeira frase, que:

Da mesma forma, nenhum sistema de acompanhamento centralizado na Presidência pode substituir a ação de administradores ligados diretamente à elaboração e à execução dos programas e projetos.

Uma singela pergunta: porque não substitui? Segundo, onde e em que lugar a presidenta afirmara que seu sistema de monitoramento iria substituir qualquer outra função? Ele afirma ainda que isso é uma “lição elementar” que a presidenta “deveria ter aprendido”. Baseado em que o Estadão afirma isso? Porque eu, caro Estadão, tenho em minha grade curricular e extra-curricular formação formal em gerenciamento de projeto, e nunca li nem ouvi tamanha bobagem sobre assunto.

E qual a explicação ‘cientifica” do Estadão para a “baixa qualidade da administração”? Segundo o jornal serrista, “o PT jamais deu importância, no governo federal, a requisitos de eficiência”, e a tal acusação serrista de “ocupação da máquina pelo partido”.

O governo a que ele reputa ineficiência foi o que gerou recordes sucessivos em geração de emprego, em queda dos juros, em distribuição de renda, em crescimento econômico, em projeção internacional, etc.

O governo que ele implícita e explicitamente reputa a “eficiência”, e nós sabemos bem quem é, quebrou o país três vezes, aumentou a dívida de 60 bilhões para 245 bilhões mesmo privatizando grandes estatais, na privataria que mais se orgulham, que é das telecomunicações, nos deram as maiores tarifas telefônicas do mundo, sem esquecer que jogara o país em desprego e em 8 meses de racionamento de energia.

Se o Estadão quer defender a eficiência de um governo desastroso contra um governo bem sucedido, só poderia o fazer apelando para um texto tão mal escrito, completamente ilógico e doentiamente raivoso.

Nessa mesma edição online vemos o americanófilo Nelson Mota tratando dos ataques sofridos pelo Chico Buarque na internet, silenciando que esses ataques são feitos por eleitores serristas e/ou direitistas como ele, chega ao nível de embuste de fazer uma comparação completamente anacrônica com a vaia recebida por Caetano Veloso na década de 60 pela esquerda nacionalista. Nunca vi alguém apelar a burrice de um modo tão escandaloso quanto esse americano desgarrado, pois encobre o fato de que os admiradores de Caetano eram também de esquerda, e que o mundo vivia sob um clima de guerra fria aonde os EUA ainda não travestiam seu imperialismo sob a legenda de  “ajuda humanitária”. E que vaiar não era algo da “esquerda”, era algo dos festivais, aliás, como ele próprio afirma em seu livro “Noites Tropicais”.

Tudo isso para atacar sem escrúpulos a esquerda que ele e seu amado José Serra fizeram parte por quase toda a vida. O Joaquim Silvérios dos Reis continua gerando seus seguidores. Estadão, de jornal fraco vai se revelando um panfleto pior ainda.

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Written by ocommunard

25 de fevereiro de 2012 às 2:01

Publicado em Sem categoria

3 Respostas

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  1. Desculpe o contato por aqui mas não achei um contato pessoal. Sou aluna da Universidade Veiga de Almeida e estou buscando informações sobre o processo de publicação no JB Wiki, do Jornal do Brasil. Vi que a pessoa que direcionou uma das matérias para este blog, tem muitas matérias postadas lá, e gostaría de saber como é a relação do site com o repórter cidadão. Você se cadastrou? Em quanto tempo sua matéria foi aprovada pelos moderadores? Você é avisado por email ou algo assim? Você já postou sem ser cadastrado? Sua matéria foi aceita?

    Naty

    17 de maio de 2012 at 18:26

  2. Desculpe o contato por aqui mas não achei um contato pessoal. Sou aluna da Universidade Veiga de Almeida e estou buscando informações sobre o processo de publicação no JB Wiki, do Jornal do Brasil. Vi que você tem muitas matérias postadas lá, e gostaría de saber como é a relação do site com o repórter cidadão. Você se cadastrou? Em quanto tempo sua matéria foi aprovada pelos moderadores? Você é avisado por email ou algo assim? Você já postou sem ser cadastrado? Sua matéria foi aceita?

    Naty

    17 de maio de 2012 at 18:26

    • Naty, da última vez que tentei postar, ele estava inutilizado. Não sei lhe dizer se ainda funciona.

      ocommunard

      23 de janeiro de 2013 at 23:09


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