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Políticas, economias e ideologias

O neoliberachismo, a distopia estadofóbica

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Vejam como neoliberais comemoram quando em Cuba se realiza reformas para aumentar o mercado (ou diminuir o Estado), mesmo que o resultado final seja um Estado muito maior do que seus respectivos países. Apesar da má fé intelectual explícita, pois sabem que o objeto é o tal “socialismo de mercado” (aonde o Estado está longe do mínimo), há de fato uma ilusão tendencial que coerentemente a sua estadofobia ou mercadolatria (ou privatolatria), tende a ver as reformas como um primeiro passo em direção ao estado mínimo.

Mas o que o neoliberalismo está criando no mundo uma espécie de várias Cubas ao contrário, aonde o Estado, os impostos, as regulações, os gastos públicos se reduziram tanto que cada dia é mais difícil deter um retorno ao “estatismo” dado o peso cada vez mais esmagador da crise. Isso já é fato em termos fiscais, os EUA e a UE estão ou falidos, ou praticamente falidos ou em vias de falência.

Quanto mais próximos se encontram do Estado mínimo, mas impactante, chocante e agressivo será o impacto do retorno ao velho Wellfare State falido. Significa que terão de aumentar mais agressivamente os impostos, realizar estatizações sem idenizações ou semi-idenizadas (pois estarão falidos) e aplicar as mais draconianas regulações para reverter situações fora de controle. Portanto, não há saídas institucionais.

Mas o neoliberachismo foi tão longe em sua hegemonia ideológica, que a saída nos EUA-UE se reduziu a escolher uma sofrível desaceleração do privatismo (Obama) ou uma maior radicalização deste, pois os pre-candidatos republicanos já deixaram bem claro ao mundo que a culpa das mazelas privatistas não é o neoliberalismo, mas a pouca dosagem do mesmo.

A estadofobia continuará até quando não houver mais o que ser privatizado, ou não houver regulações para serem rasgadas em capa de revistas ou tributos completamente zerados… quando a minarquia alcançar a realidade, a anarquismo e o comunismo se tornarão os caminhos mais próximos a uma situação tão drástica, que destruirá para sempre as soluções moderadas, sejam elas de esquerda ou direita. E há aqueles que torcem pelo esfriamento da economia chinesa, temendo sua hegemonia (algo improvável se apenas dependender de seu crescimento econômico), o que seria da combalida economia internacional se não fosse a segunda maior economia do mundo crescendo acima de 9%?

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Written by ocommunard

24 de fevereiro de 2012 às 17:55

Publicado em Sem categoria

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