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Políticas, economias e ideologias

Economia para os ricos e ecologia para os pobres

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Com a economia de países periféricos crescendo a níveis acima da média, a demanda por petróleo ameaça um aumento do preço que em países como os EUA, tão dependente de petróleo, provoca um dano gravíssimo a sua economia. Isso sem falar que os recursos em petróleo são limitados, segundo alguns não ultrapassam 50 anos. O Petróleo para o império norte-americano depende de monopolizar a importação de petróleo, no máximo partilhando com a servil UE, para poderem controlar os governos exportadores. Com a emergência dos BRICS, a dominação está se esvaziando como se provou com a China e Índia ignorando as sansões dos EUA sobre o Irã.

O método do império é assim, se não conseguem através do Conselho de Segurança, vai interpelar para uma ação off-ONU para conseguir o mesmo resultado. No entanto, com o aumento do preço do petróleo, algo que imaginavam que não ocorreria, as pressões sobre o Irã pura e simplesmente foram abortadas e sumiram do noticiário internacional.

A inflação do petróleo não só atingiria diretamente a combalida economia yanque, como ainda enriqueceria opositores como a Venezuela e o próprio Irã, ambos em ano eleitoral. O preço do petróleo alcançou na UE seu maior preço de todos os tempos com a retaliação iraniana ao embargo europeu. Se por algum acaso o petróleo ultrapassar  $150,00 a UE vai a falência e a recuperação americana é estancada.

A frente agora é esmagar um aliado iraniano, a Síria. Eles não desistirão enquanto não transformarem a Síria em Líbia. Porém, situações de instabilidades e até rebelião começam a pipocar no Afeganistão e Iraque, países invadidos pelos EUA. A Líbia caíra na completa barbárie. A situação está explosiva e o desespero do governo norte-americano é derrotar a principal força opositora dos EUA antes que o castelo de cartas desabe sob sua cabeça. Querem manter as aparências de dominação pelo menos até as eleições.

O petróleo explica todo esse verdismo para “não-ingleses” verem. Enquanto os EUA simplesmente se recusam a assinar qualquer protocolo com obrigações ecológicas, a UE no máximo se compromete a pagar “créditos de carbono” para que os países subdesenvolvidos “descarbonizem” suas economias, percebemos o quanto estamos ameaçados por esse recente verdismo.

Apenas querem evitar o aumento da demanda sobre o petróleo que impactaria no seu preço e exauriria suas reversas. O pior é que essa ópera buffa mau encenada não só ganhou adesão na América Latina, como inclusive no Brasil recebeu uma tosca heroína que mistura o envangélio com o capitalismo verde numa linguagem tão evasiva quanto o gás carbônico.

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Written by ocommunard

24 de fevereiro de 2012 às 9:55

Publicado em Sem categoria

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