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Políticas, economias e ideologias

A crise do PPSDEMB e a refundação social-democrata

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O PPSDEMB (PPS + DEM + PSDB) está em franca dissolução. Esses três partidos, mais especificamente sob o tzarismo putínico do ex-tudo José Serra, tinha ingerência e submissão absoluta dos maiores meios de comunicação do país, formando a mais poderosa máquina de propaganda que esse país jamais viu. Foram até aqui 9 anos ininterruptos dessa máquina funcionando minuto a minuto, sem parar.

Mas não foi apenas o advento da internet e suas mídias sociais que romperam o sitiamento ideológico do PPSDEMB, cujo seus capachos declaram publicamente partidarismo, nada disso foi possível sem “a pedagogia do oprimido” que a vida democrática que desmascara a um número cada vez maior de pessoas o cartel ideológico e a perseguição política aos partidos progressistas pelas mesmas famílias Marinho, Civita e Frias desde sempre no Brasil. Se por um lado imobiliza as reformas, por outro, cria uma aura de inoscência sumária frente ao PT o facilitando ainda mais sua vida.

O contraste entre o aparelhamento midiático e a coligação do PPSDEM é dramática. A ala reacionária do DEM perdeu para o novo PSD sua ala fisiológica, e tudo resultado do revanchismo de Serra, que saiu pela culatra já que o próprio Kassab já busca dramaticamente se afastar de uma figura que não agrada nem PT nem PSDB. FHC declarou em inglês e cheio de rodeios a vitória de Aécio na luta interna, Serra ao declarar que “não polemiza com um amigo”, o que todos sabem que é mentira, passou a mensagem que FHC não tem nenhuma credencial como “líder” ao mesmo tempo que o “amigo” era uma óbvia senha, para quem conhece Serra, para se “tornou meu inimigo”.

O PPS, que já perdeu qualquer escrúpulo ideológico por se aliar ao DEM, o partido mais a direita no país, agora sonha em ressurgir dos mortos com a entrada de José Serra no seu partido decadente. Para o Roberto Freire não há muita opção, se nega a ver que sem o PIG o Serra não vence nem disputa de síndico. O PIG é o dote do partido anti-petista mais viável, isto é, o PSDB. E o PSDB hoje é Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Sérgio Guerra. Ou seja, anti-serrista total.

Com o PPS evaporando, o DEM desfalcado e o PSDB dividido; resta aos marketeiros do PPSDEMB o samba do criolo doido. O último prego do caixão são as pesquisas que indicam Dilma com mais popularidade até do que o campeão de carisma da esquerda: Lula. A saída do PSDB, a única saída, é abdicar do papel de UDN com que se vendem as oligarquias midiáticas e oferecer uma plataforma progressista, apartidária, que o coloque dentro do ciclo progressista que tomou o Brasil, a América Latina e o Mundo. Caso contrário, terminarão seus dias dizimados nas urnas e desmoralizados pela história.

Se o PSDB oferecer ao PT uma aliança programática no congresso federal, afastando assim a cilada do fisiologismo de PMDB, oferecendo ao país as grandes reformas que nunca sairão do papel de outra forma, por outro lado, retomando as bandeiras social-democráticas que hoje serviriam para pavimentar essa ponte política, só assim, conseguirão reverter sua inexorável dissipação política. Caso permanecerem surfando no preconceito, na manipulação e no elitismo, o que fazem crer que algo diferente ocorrerá do que o que ocorrera até agora?

Uma boa pauta para uma aproximação da reforma política seria o apoio do PT ao parlamentarismo do PSDB e o apoio do PSDB a lista fechada do PT.

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Written by ocommunard

27 de janeiro de 2012 às 12:34

Publicado em Sem categoria

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