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Políticas, economias e ideologias

Um G7 para os emergentes…

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Enquanto os BRICs se tranformam cada vez mais de um conglomerado de siglas de grandes economias em crescimentos para um bloco político eficaz, o G7 com o Brasil e a China de fora, o grupo das 7 maiores economias do mundo não representa nem o que é, tão pouco tem força política pois quase todos seus membros estão em algum grau em crise. O G7 se tornou, quase que completamente, no grupo dos ‘imergentes’.

Por outro lado, mesmo Jim O’Neill, o mentor da sigla, já trata da necessidade de incluir outros países entre os emergentes. Nesse caso faria sentido em falar em um “EG7” ou ‘emergent group 7’, em contraposição ao G7 dos imergentes. Dessa forma, expandindo as atuais 4 economias de que fazem parte o BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South Africa).

Segundo o site abaixo e suas fontes[1], os países considerado mercados emergentes são México, Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile, Peru, China, Coréia do Sul, Índia, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Hong Kong, Malásia, Paquistão, Filipinas, Cingapura, Rússia, Turquia, Polônia, República Tcheca, Hungria, África do Sul, Egito, Israel, Arábia Saudita.

Combinando fatores geopolíticos, socio-econômicos e pluralidade étnica, fatores que foram considerados para a entrada da África do Sul, o bloco dos 7 maiores mercados emergentes teriam a adesão preferencial, na minha opinião, de um representante do leste-europeu e um represente do Oriente Médio, a terceira vaga ficaria livre de critério geográfico.

Como representante do leste-europeu haveria a Hungria e a Polônia, mas a Polônia por sua taxa de crescimento, extensão territorial e população seria a mais qualificada para a vaga.

Já o representante do Oriente Médio estaria entre a Turquia e o Egito. Turquia, em termos econômicos, estaria muito melhor posicionada que o Egito, mesmo politicamente oferece um regime híbrido ocidental-oriental. Mas talvez justamente por isso, não forneceria uma melhor representação árabe/islâmica que o Egito, que tem como vantagem a sua nascente democracia, um ponto de neutro entre as várias correntes islâmicas e por ser fronteira entre o norte da África e o Oriente Médio. Mas como o caráter do grupo é sobretudo econômico, então Turquia mereceria a vaga.

Sobraria então a última vaga, que em tese, abriria mão de qualquer critério geográfico já que entre os emergentes listados, todas as regiões estariam bem representadas. Acredito que os mais qualificados para essa última vaga seriam: México, Tailândia, Coréia do Sul, Venezuela e Argentina. O problema militar  entre as duas Coréias tornaria a Coréia do Sul problemática. Restaria, portanto, como bons candidatos, o México, Tailândia, Venezuela e Argentina.

Dos restantes, haveria três representantes da América Latina e um representante dos “novos tigres asiáticos”. A Tailândia, portanto, por representar esse grupo, e ter todas as credenciais econômicas para a vaga, seria melhor qualificada a última vaga de um possível EG7. Porém, o peso do PIB do México com sua posição geográfica privilegiada entre a América do Norte e a América Central, a força e o peso do crescimento da Argentina como segundo economia da América do Sul e a posse das maiores reservas de petróleo do mundo pela Venezuela os colocam como páreos para a vaga. Aí caberia a decisão de qual critério seria mais relevante reforçar o peso econômico desse EG7. Me parece que a Venezuela é a melhor alternativa segundo esse critério, mas prevalecendo o critério geográfico, a Tailândia.

O lado positivo de um “grupo” ao invés de uma sigla é que não estaria constrangida a ser modificada a sigla a cada momento que um novo membro entrar ou sair. Uma outra solução ainda mais interessante seria abrir mão de um número definido de membros, tornando o EG7 em EG (grupo de emergentes) que seriam dinamicamente qualificados ano a ano conforme o desempenho econômico dos países e se reuniriam em um fórum de emergentes para articulações políticas. Mas, provavelmente, uma lista muito grande fragilizaria ações coordenadas entre as potências emergentes, que é o principal desafio dos BRICS atual. Nesse sentido, o EG7 é a melhor solução.

[1] http://pt.reingex.com/Paises-Emergentes-China-India.asp

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Written by ocommunard

25 de janeiro de 2012 às 15:16

Publicado em Sem categoria

Uma resposta

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  1. Quanta baboseira. Parece que as pessoas NÃO se atualizam. Considerar os Tigres Asiáticos, com todo o padrão de vida, desempenho no exame do PISA, a tecnologia disponível no mesmo patamar que o Brasil. México e a Índia.

    A Républica Tcheca, Israel também são considerados países desenvolvidos.

    Parece que o meu colega economista Jim O’Neill anda um tanto desnorteado visto que ignora tolamente o que o BIRD, IMF e CIA classificam como sendo país desenvolvido.

    Daniel

    14 de abril de 2012 at 3:40


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