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Políticas, economias e ideologias

Propostas para o futuro eleitoral da centro-esquerda brasileira

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A base de centro-esquerda é caoticamente heterogênea, por essa razão, as mídias conservadoras desde o dia da eleição buscam fustigar divisões. Não deu e não dará certo. Por razões óbvias, a moldura dessa aliança já nasceu sob essa completa barbárie política promovida pela grande mídia, já nascem calejados. Isso não quer dizer que não haja desconfortos e fragilidades, se por um lado a coalizão é inseperável, isso não quer dizer que ele esteja extremamente azeitada e unida. É nesse ponto que ofereço a minha sugestão para coalização centro-esquerdista.

Primeiro, estipular que 2014 está definido a favor da reeleição de Dilma. Não faz sentido ser governista se não admitir que o governo que apoia agora não será apoiado em sua reeleição. Ao tornar a reeleição de Dilma um ponto inquestionável da aliança, oferecer em contra-proposta o 2018 a favor de uma prévia entre todos os partidos da coalizão. Tanto um quanto outro devem ser estipulados de maneira oficial e pública, como um compromisso de todos os partidos da aliança, sobretudo, o PT.

Dessa forma, todos os partidos, sabendo que em 2018 poderão encabeçar a aliança, agirão mais unido em favor do sucesso do governo para melhorar as chances de seu possível candidato. Essa coalizão, como garantia do acordo, pode ser formalizado através de uma reforma política que exija em lei prévias democráticas em cada partido e em cada coligação a partir de 2018.

É importante que o programa de governo e a candidatura da coligação sejam figuras distintas para evitar diferenças auto-destrutivas detro da coligação, isto é, é necessária que antes das prévias do candidato da coligação, sejam votado o programa de cada partido, e em seguida, o programa da coligação. Que deverá ser defendido por qualquer que seja o candidato nas prévias da coligação. A disputa entre os candidatos devem pesar naquele que terá melhores condições eleitorais de defender o programa da coligação, abstraído qualquer conteúdo, já que o conteúdo já está definido democraticamente através do programa.

Outro ponto fundamental para evitar disputas internas destrutivas, é criar um rígido código de ética que afasta qualquer candidato que ofenda ou desqualifique o candidato adversário na coligação. As divergências devem se pautar unicamente em idéias e se basear rigidamente no respeito mútuo, para evitar que as prévias rachem as bases ou dê munição para os adversários da coligação.

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Written by ocommunard

23 de janeiro de 2012 às 13:03

Publicado em Sem categoria

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