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Políticas, economias e ideologias

Archive for dezembro 2011

Do neocon ao neoreac

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Se você não entendeu a piada de Rafinha Bastos afirmando que para a mulher feia o estupro é uma benção, tranquilize-se.

O teólogo Luiz Felipe Pondé acaba de fornecer uma explicação recheada da mais alta filosofia: a mulher enruga como um pêssego seco se não encontra a tempo um homem capaz de tratá-la como objeto.

Se você também considerou a deputada-missionária-ex-atriz Myriam Rios obscurantista ao ouvi-la falando sobre homossexualidade e pedofilia, o que dizer do ilustrado João Pereira Coutinho que comparou a amamentação em público com o ato de defecar ou masturbar-se à vista de todos?

Nas bancas ou nas melhores casas do ramo, neo-machistas intelectuais estão aí para nos advertir que os direitos humanos nada mais são do que o triunfo do obtuso, a igualdade é uma balela do enfadonho politicamente correto e não há futuro digno fora da liberdade de cada um de expressar a seu modo, o mais profundo desrespeito ao próximo.

O moderno reacionário é um subproduto do alargamento da cidadania. São quixotes sem utopias, denunciando a patrulha de quem se atreve a contestar seu suposto direito líquido e certo a propagar um bom e velho preconceito.

Pondé já havia expressado a angústia de uma classe média ressentida, ao afirmar o asco pelos aeroportos-rodoviárias, repletos de gente diferenciada. Também dera razão em suas tortuosas linhas à xenofobia europeia.

De modo que dizer que as mulheres – e só elas – precisam se sentir objeto, para não se tornarem lésbicas, nem devia chamar nossa atenção.

Mas chamar a atenção é justamente o mote dos ditos vanguardistas. Detonar o humanismo sem meias palavras e mandar a conta do atraso para aqueles que ainda não os alcançaram.

No eufemismo de seus entusiasmados editores, enfim, tirar o leitor da zona de conforto.

É o que de melhor fazem, por exemplo, os colunistas do insulto, que recheiam as páginas das revistas de variedades, com competições semanais de ofensas.

O presidente é uma anta, passeatas são antros de maconheiros e vagabundos, criminosos defensores de ideais esquerdizóides anacrônicos e outros tantos palavrões de ordem que fariam os retrógrados do Tea Party corarem de constrangimento.

Não é à toa que uma obscura figura política como Jair Bolsonaro foi trazida agora de volta à tona, estimulando racismo e homofobia como direitos naturais da tradicional família brasileira.

E na mesma toada, políticos de conhecida reputação republicana sucumbiram à instrumentalização do debate religioso, mandando às favas o estado laico e abrindo a caixa de Pandora da intolerância, que vem se espalhando como um rastilho de pólvora. A Idade Média, revisitada, agradece.

Com a agressividade típica de quem é dono da liberdade absoluta, e o descompromisso com valores éticos que consagra o “intelectual sem amarras”, o cântico dos novos conservadores pode parecer sedutor.

Um bad-boy destemido, um lacerdista animador de polêmicas, um livre-destruidor do senso comum.

Nós já sabemos onde isto vai dar.

O rebaixamento do debate, a política virulenta que se espelha no aniquilamento do outro, a banalização da violência e a criação de párias expelidos da tutela da dignidade humana.

O reacionário moderno é apenas o ovo da serpente de um fascismo pra lá de ultrapassado.

*Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de “Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho” (LTr) e autor de “Crime Impossível” (Malheiros) e do romance “Certas Canções” (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo

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30 de dezembro de 2011 at 19:09

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PIG, do arquiudenismo ao neonazismo

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O PIG já ultrapassou a fase arquiudenista pelo qual se identificavam com a massiva campanha midiática de denúncias de corrupção sem provas e por uma inclinação golpista declarada com visitas a céu aberto a instituição pró-golpista do Clube Militar.

E José Serra é o Lacerda redivivo, de corpo e alma, com todos os trejeitos minimalisticamente reproduzidos. Serra é a história que se repete como farsa, a farsa que foi desmascarada pelo já Best-Seller A Privataria Tucana.

Antes eu denominava a ideologia de Serra-PIG de neoudenismo. Esse termo é equivocado porque o traço mais marcante do udenismo de então é o de reproduzir obsessivamente a aura do velho udenismo, tratando com todo o léxico e ambientação do clima de Guerra Fria e do Brasil pré-golpe. Deve ser difícil para o arquiudenismo reviver a Guerra Fria em um mundo aonde os EUA são os maiores parceiros comerciais da China comunista.

O PIG, no entanto, já está indo além, estão claramente lançando campanhas de ódio explícito a esquerda. O goebbelianismo (isto é, a propaganda política em massa das grandes mídias) não consegue alcançar a hegemonia graças a uma invenção bem comunista chamada Internet, e a expansão permanente da internet cada vez mais mina a capacidade de lavagem cerebral em massa dessa maciça propaganda política pró-serrista.

Só restou ao PIG partir para massificar o ódio e estimular a violência como um ato desesperado para tentar deter o movimento histórico de emancipação dos trabalhadores no Brasil.

Quanto mais os fatos se voltam contra eles, mas eles se voltam contra os fatos. Quanto mais se voltam contra os fatos, mais perdem credibilidade em sua minguada patuleia: uns 8% do país (deduzindo aqui das pesquisas que indicaram o Lula com 92% de aprovação, obviamente, um crédulo PIGísta não pode admitir outra avaliação de Lula que não seja o ‘péssimo’, isso ninguém pode negar).

Com a decadência eleitoral de seu braço partidário (o udenismo nunca elegeu um presidente) e a inviabilidade conjuntural de seu braço militar, ao PIG só lhe resta formentar e apoiar esse tipo de miliciamento neonazista que carregam o ódio e a violência contra a esquerda. Não por acaso que os grupos neonazistas estão em franca expansão, não por acaso o Serra se deixou associar sem nenhum protesto a esse neonazismo anti-gay, anti-nordestino e anti-negro que Bolsonaro representa. Serra o faz sem escrúpulos, querendo absorver qualquer coisa que lhe renda poder, apoio ou votos. E, sobretudo, que ataque seus adversários internos e externos.

Serra, Reinaldo Azevedo e Gilmar Mendes são a vanguarda do atraso, irmanados por laços criminosos que sua mídia cúmplice rapidamente silenciam. Serra com a privatria, o Reinaldo Azevedo com o Satyagraha e Gilmar Mendes com o Daniel Dantas. As atividades desses são de tal modo deletérias que não podem deter o caráter cancerígeno de suas ações. A esperança é que antes que a máscara caia, o seu füher Serra detenha o poder máximo e destrua todos os rastros, aparelhando ainda mais a justiça e mídia além do que já realizou (como prova o livro em questão).

Mas o udenismo jamais elegeu um presidente, nem mesmo através de um golpe militar. Lacerda que o diga.

O PIG na América Latina já começou a perder a sua castidade no primeiro mundo, com os casos de corrupção envolvendo a maior máquina de propaganda política direitista que controla a Fox News (NewsCorps).  O europeu e o americano agora desconfiam dessas acusações de “ameaça a imprensa” por mera analogia com sua realidade nacional. Na Argentina, o processo, com a Ley de Medios, está em um nível pre-revolucionário, com grande adesão social. Como sempre, na América Latina, a Argentina está na vanguarda.

Se a nossa presidenta, que quer civilizar os arquiudenistas e agora neonazistas, ao menos assumisse o papel de massificar velozmente a internet, teríamos ao menos um alívio. No terreno da internet o embate é menos desigual. Sem isso, estaremos mais uma vez a deriva. E o que é pior, poderemos está repetindo a mesma displicência desastrosa do Partido Social Democrático Operário Alemão que levou os nazistas ao poder. E a responsabilidade de impedir a repetição da história não é mais apenas uma responsabilidade nacional, mas uma responsabilidade internacional dado o papel que o Brasil vem tomando no mundo e pela sua relevância na integração da América Latina.

O PT tem a obrigação política de enfrentar o PIG, se não o fizer eles não serão as únicas vítimas. A oposição de esquerda que temos, comete o cúmulo muitas vezes de se deter na campanha do PIG para ganhar espaço político. O PIG não elegeu nem a primeira classe, quanto menos os que querem pegar a carona. Nossa oposição de esquerda deveria está fazendo esse tipo de cobrança, exigindo que o PT faça aquilo que em todo o mundo se faz contra seus respectivos PIGs, a nossa oposição de esquerda deveria ser a versão corajosa de nossa esquerda governista, e não se render como fazem. Toda vez que o PT vacilar, eles deveriam entrar em cena e levantar a bandeira. Assim, conseguiriam crescer como alternativa progressista.

Democratizar a mídia é, na conjuntura mundial, a mais urgente, necessária e revolucionária bandeira das esquerdas. A Internet, com suas mídias sociais, fez por si mesma mais da metade desse trabalho, mas é horas das forças políticas de esquerdas fazerem a sua parte. Não se trata de fazer uma guerra de informação, isso é puerilidade, é inútil, se trata de transformar os meios de comunicação. Democratizar é desconcentrar os meios de comunicação, é agir por todos os lados para subsidiar os pequenos e tributar os grandes, tal como se faz com qualquer política social, a política social tem de chegar aos meios de comunicação.

Não adianta lutar contra os efeitos, isso sim é uma luta de Sísifo, mas contra as causas. Essa é a causa urgente. Algumas sugestões:

– orçar mais recursos para prover banda larga wirelless pública e gratúita, primeiramente nas capitais, depois interiorizando. Isso viria como a materialização de um direito público a comunicação. Essa é a mais importante de todas as iniciativas.

– investir pesadamente em fibra ótica para baratear fortemente os custos da Internet.

– criar uma tributação progressiva sobre os meios de comunicação realizando subsídios aos menores, trazer a política social a comunicação para estimular novos meios de comunicação.

– exigir em lei que o capital social das mídias de capital aberto pertença 51% aos seus funcionários (lei contra a censura patronal), esse 51% tem de ser capital votante.

– cumprir a lei que impede que político detenha qualquer mídia

– exigir que todo gasto publicitário do governo passe por licitação calculado por “custo por mil”. Sendo que esse recurso tenha de ser distribuído igualmente em mídia privada, pública e comunitária. E nas mídias privadas devem deter em cada setor ao menos 3 empresas (para não haver nenhum favorecimento).

– criar uma legislação que dinamize os processos de preservação de imagem.

– mídias que tenham jornalistas condenados por calúnia não devem receber recursos públicos (não podem participar da licitação de publicidade pública)

– as mídias que receberem recursos de governo ou estatais devem seguir um rigoroso estatuto que preserve os princípios constitucionais e jornalísticos fundamentais: objetividade, imparcialidade, equidade, pluralidade, etc. Caso não preservem segundo sindicância por iniciativa interna ou provocado, perderão de imediato os recursos. Podem recorrer nos tribunais.

– lei especial que cassa a concessão pública de qualquer meio de comunicação e impõe severas multas os que comprovadamente tenha cooperado com o golpe militar ou ditadura.

– fortalecer em recursos a EBC para que ela se torne a nossa BBC. Direcionar os recursos da tributação das mídias para os caixas da EBC. Fazer uma gestão mais ousada que tente compor competitividade com elevado nível de qualidade. Talvez contratando o Boni, controverso mais competente profissional, para usar seus conhecimentos para elevar o nível técnico da EBC.

Isso é muito mais do que qualquer idílico controle social dos meios de comunicação, nunca é demais lembrar que tais controles existem na Europa e nos EUA e não impediu as ações facistas da NewsCorps (Fox News). Esse controle social é um placebo inútil que só serve ao PIG para falaciar a vontade.

Written by ocommunard

22 de dezembro de 2011 at 15:52

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Comédia: Veja chama Christopher Hitchens de “Reinaldo Azevedo deles”.

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Uma matéria da Veja [1], não assinada por ninguém (ou foi editorial ou foi um ato de auto-bajulação?). Segundo a matéria anônima, “Como o Reinaldo aqui do site, Hitchens era prolífico, polêmico, temível no combate – ‘um dos retóricos mais aterrorizantes que o mundo já viu’ “.

Vamos às comparações, caro leitor, tire suas próprias conclusões.

1) Hitchens é um jornalista de renome internacional, você acha, caro leitor, que o Reinaldo Azevedo, admitindo que ele hipoteticamente seja um jornalista, ele tenha, pelo menos, renome nacional?

2) Hitchens é um ateísta, mas não somente um mero ateísta, ele é um anti-teísta convicto, atuante e inflexível. Sua mais famosa obra se chama nada menos que “Deus não é grande”. Já o Reinaldo Azevedo, basta dizer, estava fazendo coro carola contra o aborto e outra beatices.

3) Hitchens foi, sim, acusado algumas vezes de ser um conservador (ou neocon, mas especificamente), tão somente por ter defendido a Guerra no Iraque (mas motivado por sua visão ateísta e sua análise crítica da religiosidade na política do Oriente Médio). Não só ele negou o rótulo afirmando: “eu não sou tipo algum de conservador”, como rebateu os críticos os chamando de “estalinistas sem remorsos”. Já o Tio Rei não cansa de pregar os valores do conservadorismo e a se queixar da auto-destruição da direita brasileira.

Só há um único ponto em comum, ambos são ex-trotskistas. Porém, Hitchens mudou de ideologia, mas não mudou de lado. Não há nada mais a fazer além de rir da decadência metórica desse panfleto direitista.

fontes:
[1] http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/christopher-hitchens-o-reinaldo-azevedo-deles

Written by ocommunard

17 de dezembro de 2011 at 0:22

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Entenda porque Serra jamais processará Amaury Ribeiro Jr.

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Se o Serra está realmente falando a verdade, de que o livro se trata de uma “coleção de calúnias”, porque ele não processa o reporter que escreveu o livro, o sr Amaury Jr?

Lhes respondo, caro leitor, porque “calúnia” significa imputar falsamente o crime a alguém e o Serra sabe que se for para as provas ele não se salva. Se o Serra processar o repórter Amaury Ribeiro Jr não só este recorrerá a “exceção da verdade” (quando se prova que a acusação não é uma calúnia, mas um fato), como ainda poderá ter acesso a novos documentos que comprometem ainda mais o homem-lavanderia.

Isto é, se o Serra tentar processar o sr Amaury Ribeiro Jr, ele receberá uma atestado de culpa do judiciário brasileiro por excesso de provas. Por isso, o que lhe resta, é justamente aplicar aquilo que acusa, caluniar o repórter com suas mídias aparelhadas para tentar barrar o sucesso do livro. Algo que não conseguira até agora.

A mídia e o resto do PSDB parecem ter decidido que os anéis e os dedos irão unidos para o ralo do serrismo. O resto do PSDB está perdendo a oportunidade de não se comprometer com a máfia do Serra. Por isso, quando a CPI da privataria começar os seus trabalhos, não sobrará bico sobre bico.

Vamos lá Serra, processa sim o Amaury, vamos lá! Coragem, homem!

Written by ocommunard

16 de dezembro de 2011 at 18:37

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O silêncio dos jornalistas

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Quem não se lembra da tripudiação que a imprensa tucana fez contra os intelectuais no auge do escândalo (fabricado) do Mensalão? Eles berravam e reverberavam o tal do “silêncio dos intelectuais”, o que provavelmente se deduziria que só sobrava a gritaria dos idiotas.

Pois é, anos depois o principal denunciante do suposto Mensalão do PT, Roberto Jefferson, declara em suas “alegações finais” no STF de que era apenas “retórica” (declaração essa que foi devidamente censurada na imprensa), agora com a Privataria Tucana, o maior escândalo de corrupção devidamente documentado está sendo cesurado descaradamente pelas mesmas mídias que cotidianamente atacam o PT contra supostos atos de corrupção. Estamos falando de um livro que comprova cada linha do que acusa com documentos de fé pública, isso não é pouca coisa, lembrem-se que o Roberto Jefferson perdeu o mandato justamente porque não apresentou provas do Mensalão do PT.

Agora, o “silêncio dos jornalistas”, os mesmíssimos jornalistas que berravam permanentemente contra “corrupções sucessivas” contra o PT, agora se fecha. Nenhuma linha sai sobre um livro que está mobilizando redes sociais, que vendeu 15 mil cópias no primeiro dia.

O maior esquema de lavagem de dinheiro do Brasil, está se transformando no maior esquema de aparelhamento da imprensa do mundo, e tudo assistido ao vivo e a cores, nos tempos aonde informação flui pelas mídias sociais, com ou sem Jornal Nacional.

PIG, partido da imprensa golpista. Se você algum dia considerou essa sigla falsa ou mesmo exagerada, é hora de repensar. A liberdade de impresa para eles nada mais é do que a privatização da censura e a liberdade de expressão para ele é uma propriedade que eles monopolizam.

Mas estamos nos tempos da internet, o sucesso do livro prova que não há mais ditadura nos meios de comunicação. Se você está me lendo e descobriu agora a Privataria Tucana, pesquise, leia e espalhe. Na sociedade da informação, cada um é parte ativa da nova mídia através das mídias sociais.

E parece que o Serra vai levar junto com ele não só todo o PSDB, pois os não-serristas não tem coragem de enfrentá-lo, mas também a imprensa por pura inércia. Adeus mundo velho, bem vindo mundo novo…

Written by ocommunard

16 de dezembro de 2011 at 18:36

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CPI da Privataria: cadê o PMDB?

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Sobre o livro-bomba A Privataria Tucana, o escritor e jornalista Amaury Ribeiro Jr declarou que pessoas do PMDB foram chantageadas por Serra para deixar a campanha de Dilma, isso claramente está voltando a acontecer com o caso da CPI da Privataria.

Essa é a hora de vermos para que serviu ao país ter o governo uma base tão ampla. O Brasil exige essa CPI. Presidente Dilma, os demotucanos não titubeiam em lhe atacar a sua pessoa e a sua base, covardemente, cotidianamente, por todos os meios, com calúnias, injúrias e difamações. Tudo que nós, seus eleitores, queremos; é que esse livro fartamente documentado receba o seu apoio para a instalação da CPI e que pressione a sua base para assumir esse compromisso. Queremos a verdade agora, não queremos esperar mais 20 anos para instalarmos uma Comissão da Verdade sobre as privatizações, queremos a CPI e queremos agora!

É tudo o que pedimos depois de tudo que nós e a senhora mesma passamos nas últimas eleições. As eleições mais sujas de todos os tempos, capitaneada pelo o principal acusado no livro em questão. Queremos a justiça, a justiça dos fatos, a justiça da verdade, a justiça sim, sempre. Não perca essa rara oportunidade de nos livrarmos do neoudenismo criminoso que degrada a política brasileira. Não está em jogo pouca coisa, se a sra deixar passar essa oportunidade, a máfia serrista vai redobrar a sua força ao perceber que nem um livro desmascarando seu esquema foi capaz de lhe deter.

O povo brasileiro elegeu um governo com pelo menos 245 deputados federais na base, até agora a CPI teve apenas 172 assinaturas, é suficiente mas é pouco! Até tucano assinou, mas o PMDB, o segundo maior partido da base, continua anônimo. Só com os partidos que se definem ideologicamente de esquerda, da base ou da oposição, já teríamos ao menos 199 assinaturas. Se o governo agir unido e a oposição de esquerda for coerente (apesar da sujeição de Roberto Freire ao Serra), ultrapassaríamos as 300 assinaturas.

Para o Brasil as 200 assinaturas seriam suficiente para garantir tranquilidade, um objetivo que deveria ser fácil e com o empenho de Dilma com certeza se conseguirá, teríamos uma folgada margem de assinaturas que nos garanta a abertura da CPI. Essa é a hora, essa é a oportunidade, a história não perdoa vacilações… não seja um novo Jango.

Depois de 9 anos de suplício, perseguições, golpismos, calúnias, canalhices, injúrias, manipulações, contra-informação, dossiês, invasão de emais, espionagens, etc. As forças progressistas enfim obtiveram uma oportunidade de lavar a sua honra contra os hipócritas moralistas que a perseguiram. O povo que os elegeu exige, vivemos o auge midiático da faxina, agora que a faxina se volta contra eles o governo vai recuar? Senhores, levantem a cabeça e avante, estejam ao menos uma única vez em suas vidas a altura de seus representados!

P.s.: até esse momento apenas metade da bancada petista assinou a CPI, isso é um absurdo ainda maior. O PT tem um compromisso com a população que o elegeu que vai além de seu voluntário bipartidarismo patomínico com o PSDB. Se a máfia serrista sair impune, não é apenas o PT que está ameaçado, é todo o país. Aí sim o PT definitivamente cairá em desgraça, não na patuléia neoudenista, mas entre aqueles que votam e ainda acreditam no Partido dos Trabalhadores.

Written by ocommunard

16 de dezembro de 2011 at 18:35

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O último suspiro do serrismo…

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Para um bom entendedor, o significado do livro A Privataria Tucana é o puro, simples e singelo sepultamento do serrismo, o nome informal para o neoudenismo que dominou o PSDB sob a batuta de José Serra. O livro que denuncia o esquema de espionagem serrista contra adversários internos e externos desnuda as vísceras podres da figura mais controversa da política brasileira recente.

Mas não é de hoje que o PSDB se contorce para se livrar do serrismo, os cardeais tucanos (FHC, Tasso, Aécio, Sergio Guerra, Alckmin, etc) agora se articulam para concentrar energia contra ele, seja pelo seu absolutismo no partido, seja pela influência regressiva nos valores socialdemocratas do PSDB, mas mesmo conseguindo desarticular todos os seus tentáculos dentro do partido, o serrismo permanece aparelhando a grande mídia pró-tucana, sobretudo, os oligarcas do Instituto Millenium: Veja, Folha, Estadão, Globo, etc.

Se havia alguma dúvida do poder nefasto do serrismo(ou neoudenismo), o livro de Amaury Jr. vem para deixar patente ao PSDB de que subestimam o poder de Serra. No PSDB não haverá fim o stalinismo serrista se não reconhecerem, agora com a demonstração documentada da Gestapo serrista, de que Serra representa uma ameaça real não só a nova liderança tucana, Aécio Neves, mas, sobretudo, as instituições democráticas da nossa jovem República.

Quando Serra havia perdido completamente as rédeas do partido com a ascensão inexorável de Aécio Neves, o PSD parecia o seu contra-ataque fulminante. Mas ficou claro que Alckmin conseguira neutralizar o PSD em tudo, menos numa hipotética e improvável candidatura de Serra a prefeito (isto é, fazê-lo desistir da presidência). A dubiedade do PSD só será eliminado se deixado a deriva com seus poucos minutos (ou segundos) no horário eleitoral, sua força é deter uma bancada considerável no Congresso, o que atrai PT e PSDB como o modo de Kassab se livrar do aniquilamento político que teria sem ninguém para defender seu governo. O medo de Kassab é evitar ser um novo Pitta.

Serra não pode ser candidato a prefeito não só porque teria de abandonar sua obcessão presidencial, mas também porque teria que defender a impopular prefeitura de seu ex-vice, isso sem falar das pesquisas que indicam um alta taxa de rejeição a ele. Para o Putin tucano o pior cenário é ver Alckmin conquistar seu último espaço de poder, a capital paulista governada por seu impopular pupilo Kassab. Isso explica o desespero dele em ver o PSD apoiado pelo PSDB para evitar esse desfecho final, sem sequer poupar o próprio partido tratando os candidatos tucanos como “inviáveis”. A única hipótese em que ele poderia ser candidato a prefeito seria estar completamente convencido de que sua não participação seria um suicídio político… somente aí poderíamos imaginar Serra nesse pleito considerando todas essas condições.

Assim, se encontra a colossal luta interna do PSDB, o serrismo através de seus tentáculos midiáticos avança inescrupulosamente toda vez que os cardeais abaixam a guarda a favor da unidade. E são nas mídias que a luta pela liderança tucana está mais quente, os serristas espalhados na imprensa são os peões principais desse tabuleiro político. A Veja, a mais serrista dos tucanos, será o palco principal. A Folha viria em seguida. Todo tucano sabe que as milícias serristas espalhadas nos grandes jornais é o grande espólio de poder que ele ainda detém, aí nem mesmo FHC é poupado quando busca de seu modo “murista” se esquivar do neoudenismo (a ideologia de Serra), tentando preservar alguma coisa de sua biografia progressista e dos valores social-democratas do PSDB.

A troika tucana está unida (Aécio Neves, Alckmin e FHC) contra Serra, com a desvantagem de que, diferentemente de Serra, não pode sequer demonstrar qualquer descontentamento, enquanto Serra agride sem dó nem piedade aos três. O pior é que a troika permanece ignorando e subestimando o poder de Serra. Permanecerá nesse equívoco depois de ler o conteúdo do livro? Enquanto Serra manter seus jornalistas nas principais posições dos grandes jornais, manter influência sobre as linhas editoriais da grande mídia, o que veremos em 2014 é a candidatura de José Serra, seja no PSDB ou no PSD. Ele dizimaria a coligação demotucana apenas para garantir o seu próprio projeto de poder? Ele já o fez com o DEM ao patrocinar o PSD, e já fez em 2006 com o PSDB contra a candidatura de Alckmin.

Quem quiser subestimar Serra, o subestime por sua própria conta e risco. Porém, a biografia de Serra, mesmo antes das revelações do livro, nunca sequer fez encenações que amenizasse sua sede incontrável de poder. Os casos de Alckmin em 2006, de Aécio em 2010 e de FHC em 1998 (Serra lançava contra FHC na imprensa a pecha de populismo cambial) falam por si.

Neutralizar Serra não será tarefa fácil, a troika tucana terá que ousar muito mais e até mesmo ir aos porões das táticas serristas para desarmar suas bombas. Isso não é mais figura de retórica depois do livro A Privataria Tucana. A história sempre nos ensina nesses momentos chaves. Trotsky, com o testamento de Lênin nas mãos, um documento que acabaria de uma vez por toda a carreira política de Stalin, preferiu o “apaziguamento”. Anos depois estaria exilado e morto com um golpe de picareta em sua cabeça dada por um agente stalinista, completamente difamado e tendo o regime bolchevique se corrompido de maneira irrecuperável por conta daquele com quem preferiu apaziguar, apesar de duas tentativas de desestalinização (Krushev e Gorbatchev).

Tal como Trostky contra Stalin, o PSDB tem uma única chance contra o Serra. Farão um “apaziguamento”?

fonte: http://margemesquerda.blogspot.com/2011/12/o-ultimo-suspiro-do-serrismo.html

Written by ocommunard

11 de dezembro de 2011 at 16:29

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