Communard

Políticas, economias e ideologias

A chantagem e a pilhagem financeira

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“O que é o roubo de um banco, comparado à fundação de um banco?”
(Bertold Brecht , Ópera dos Três Vinténs).

Enquanto a cada nova ata do Copom a economia real treme, a outra apenas embolsa os juros. Enquanto ‘radicais’ pregam contra nossos impostos, bem menores do que qualquer país desenvolvido, silenciam ‘prudentemente’ contra os maiores juros do mundo.

Nos poupam de saber que a taxa básica remunera os bancos seja através do nossas compras a prazo, seja através da nossa dívida pública (cujos bancos são credores). Encobrem que os ‘especialistas do mercado financeiro’ estão na sua folha de pagamento, são profissionalmente ligados aos bancos. E uma curiosidade: quando tais especialistas defenderam menos juros?

Para mídias venais, informações como essa são comercialmente ‘desinteressantes’ na manutenção de seus clientes mais ricos: os bancos. O documentário Inside Job, que ganhou o Oscar, nos mostra que poder é esse que ultrapassa governos, partidos e ideologias. Apresenta detalhadamente como a democracia se transforma em uma bancocracia de fato, corrompendo todas as instituições através de financiamento eleitoral, lobbys e compra de matérias pseudo-jornalísticas.

Aqui na terrinha, a nossa bancocracia nasce com Collor e o seu “novo capitalismo”, atravessando todos os governos até agora. Mesmo com o governo Lula tentando contrabalancear com juros subsidiados a produção, o que nos deu alívio suficiente para se desenvolver, porém, o círculo vicioso permaneceu intocável.

A bancocracia não é um resultado de uma ideologia neoliberal, ou de políticas monetaristas ou de excesso de ortodoxia. Isso é uma ilusã, senão vejamos seguindo a mesma ortodoxia: se a cada pressão se aumentasse o compulsório ao invés dos juros, se aumentasse os juros através de sua sobre-tributação ao invés de definição de base, ou ainda se os títulos da dívida pública fossem remunerados pela taxa de crescimento ao invés da taxa básica de juros? Se surpreenderiam se no dia seguinte todas as publicações venais do país se tornassem diletantes do desenvolvimentismo?

E para o cúmulo de toda essa sangria nacional, no auge da crise, quando todos os países do mundo baixaram os juros, o banqueiro Henrique Meirelles nos provou que o pior sempre pode ser pior. Nos EUA, pressionado o governo duou recursos bilhonários para salvar os mesmos bancos que provocaram a crise sob a desculpa de proteger os empregos, semanas seguintes, depois da ‘ajuda’, seus executivos recebiam bonos milhonários. Um escândalo se iniciou, mas foi abafado misteriosamente…

O Brasil não tem guerras, não tem divisões étnicas, não tem conflitos religiosos (apesar dos esforços de alguns na última eleição), nem furacões, nem terremos, nem tsunamis… mas tem coisas muito mais destrutivas como Gilmar Mendes, a revista Veja e os juros mais altos do mundo.

Pedimos coragem ao governo, mas a coragem deve ser nossa. Em um momento onde os meios de comunicação de massa estão completamente vendidos, o compartilhamento dessa informação por email é fundamental para alertamos a todos. E aconselho a todos assistirem o documentário citado.

“Só a verdade é revolucionária”
(Gramsci)

O Communard
oneoproletario.wordpress.com

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Written by ocommunard

29 de março de 2011 às 13:07

Publicado em Reflexão

Uma resposta

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  1. O Sistema financeiro mundial é a maior organização criminosa do planeta!!!! Perto deles o crime organizado e a máfia parecem brincadeira de criancinha, pois condenam populações inteiras à fome, exclusão e morte para lucrar com a dança macabra dos juros e da especulação. IMORAIS!!!! Até quando estes chacais terão acesso livre ao galinheiro???? Essa condição é totalmente brochante e aviltante para a humanidade. É inadmissível. Tem que acabar.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glObo – O que passa na glObo é um braZil para TOLOS”

    yaocv

    29 de março de 2011 at 20:12


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