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Enfim, a auto-explicação da bajulatria da Globo pelo Ronalducho!

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Bajulatria, idolatria + bajulação. Enfim, acabou essa insuportável bajulatria da Globo pelo Ronalducho, enfim acabou junto com a carreira do próprio Ronalducho.

Eu nunca havia entendido tamanha paixão da rede Globo pelo Ronaldo, de como ela enchia tanta linguaça por ele, enquanto sempre puxou constantemente o tapete do Romário. O Romário, aparentemente, era muito arisco para o padrão Globo, mas no episódio da despedida do hipotireódico atleta surgiu a resposta quase sem querer, pelas revolucionárias mídias sociais, no caso, o Twitter…

Antes, como a maioria dos brasileiros, só via duas hipóteses: ou ele tinha uma relação homosexual com o Galvão Bueno, ou a Globo estava apenas reproduzindo um estrelismo colonizado, importado da Europa, que não tinha nenhuma correspondência na grande torcida brasileira.

A Globo sempre foi um ostensivo festival de colonização cultural, o que sempre reforçou a segunda hipótese, a primeira era só uma ‘provocação’ dos que não suportavam mais tanta babação. Mas depois do Ronalducho ser flagrado com 3 travecos, confesso que me tornei um devoto da primeira hipótese, para mim já havia indícios suficientes para a sentença. Mas a dúvida persistia, será que Galvão sozinho podia manobrar toda a Globo para uma permanente bajulação estravagante de seu amado?

Foi então que surgiu e foi noticiado o Twitter em que FHC ‘felicita’ o Ronalducho por sua aposentadoria e ele em resposta o convida para mais uma partida de suas muitas partidas de Poker com ele. Quanta amizade! Um ex-presidente da República conservador é amigo pessoal de um jogador de futebol bajulado efusivamente por uma mídia conservadora, finalmente, as peças se encaixavam. Era por isso que estava lá ele, FHC, junto com Serra, ao serem recepcionados no Corínthias em plena campanha eleitoral. É por isso que o tão auto-propalado flamenguista não titubiou em trocar o time de coração pelo Corínthias e ir para a Tucanópolis. É por isso que ele era endeusado como nem mesmo Pelé fora, apenas para render capital político quando necessário.

Mas nunca deu certo, a torcida brasileira nunca morreu de amores por um jogador que na melhor das hipóteses era uma estrela sem diciplina física e poucos momentos de brilho. Terminou como termina sempre tudo que tucanos  tocam, como um toque de midas investido terminou como ferrugem, odiado e enxotado pela própria torcida cujo só tinha a aforecer, tal como seu amigo FHC, essa repulsiva bajulação constrangedora das mídias conservadoras.

Talvez tudo isso seja mera especulação, ainda que bem menor do que houve na bolsa de valores da era FHC, mas com certeza tudo isso não cheira bem, ou cheira tão bem quanto o rio Tietê que a mais de 16 anos os tucanos prometem revitalizar.

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Written by ocommunard

19 de fevereiro de 2011 às 22:04

Publicado em Reflexão

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