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Políticas, economias e ideologias

A ditadura judicialesca, as sombras de Honduras

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Nos dias atuais, o poder judiciário brasileiro, sobretudo o STF, avança de tal forma sobre os outros poderes da República que já praticamente age como poder absoluto. Freqüêntemente ataca, constrange, censura e desautoriza o poder executivo federal, como no caso do Batistti, a despeito do que diz as leis e a Constituição.

No poder legislativo absorveu tal poder de legislar sobre as brechas da lei e tão amplidão de interpretação, que na prática, as leis se transformaram em apenas um totem místico cujo o único significado possível é definido arbitrariamente no STF.

Gilma Mendes, entre todos, é o que mais grotescamente comete abusos abomináveis contra a República. É reconhecido por todo o país ao ter lançando mão em menos de 24h de dois hábeas corpos em favor de um banqueiro já condenado sob o pretexto de que não havia dado novo no processo. Aquilo que ele diz não haver apareceu em horário nobre no jornal televisivo mais assistido do país (JN) na forma de tentativa de corromper um juiz a favor do banqueiro condenado.

O poder judiciário é o único poder que não tem nenhuma representatividade, isso não seria um problema caso ele não detesse tanto poder quanto tem. Um poder cujo princípio da soberania popular simplesmente não existe. Esse poder, dia a dia, está solapando o Estado de direito, cujo deveria ter o dever fundamental de defender, abrindo os horizontes para um golpe ao estilo hondurenho.

O poder judiciário deveria apenas se ater a “dizer o direito”, cabendo aos legisladores o dever de definir o significado da lei, e não a estes protótipos de ditadores de República de bananas. Quando, enfim, o STF se reservar a competência de julgar conforme as leis, ao invés de dar a ela o sentido que bem entender ou preencher a seu bel prazer o que considerar lacunas? Em um poder que a sociedade não tem nenhum modo institucionalizado de questionar, afastar ou eleger.

Enquanto isso, alguns pseudo-jornalistas de direita, em completa cooptação partidária pró-tucana, busca atingir de qualquer forma a centro-esquerda jogando lenha nessa ditadura judicialesca. Parecem que se esqueceram o que acontece com aqueles que brincam com fogo.

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Written by ocommunard

17 de janeiro de 2011 às 21:19

Publicado em Reflexão

Uma resposta

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  1. O judiciário tem q ser urgentemente reciclado, fora c/ os sem escrúpulos.

    Sergio Ruiz

    31 de janeiro de 2011 at 14:32


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