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Protógenes é condenado por juiz ligado a Gilmar Mendes e acusado de formação de quadrilha

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O delegado da Polícia Federal de São Paulo, Protógenes Queiróz foi condenado a três anos e 4 meses de prisão por suposto “abuso de poder” e “fraude processual” na Operação Satiagraha. A pena foi subestituída por prestações de serviços à comunidade, mas que acarreta a perda do mandato eletivo.

No entanto, a folha corrida do juiz Ali Mazloum é realmente escadalosa. Os fatos mostram que se trata de uma clara casassão de caráter político. Ele é acusado de formação de quadrilha, e foi defendido por quêm? Ele mesmo, o arqui-reacionário Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes defende juiz Ali Mazloum
MPF pede condenação na Operação Anaconda, Ali Mazloum é citado
100 juízes no banco dos réus, Ali Mazloum é citado

A justificação do juiz criminoso é algo tão desabridamente tendencioso que realmente nos choca. Veja se podemos qualificar de juízo de bom senso uma sentença pautada em afirmações como “não representa apenas uma investigação de crimes comuns”, “à margem das mais comezinhas regras do Estado democrático de Direito”, “típicas de regimes totalitários em plena normalidade republicana”. Em cada frase dessa transborda uma fanática intenção política, um completo esvaziamento jurídico do mérito.

Ele alcança ao pastelão ao questionar a isntituição Ministério Público, a mesma que o acusou de formação de quadrilha, de “O Ministério Público nem ao menos quis investigar a ilegal participação da Abin”. Ele como juiz deveria saber que não investigou porque não havia ilegalidade, que a Abin já havia diversas vezes sido mobilizada para operações de inteligência da Polícia Federal.

A perseguição política alcança o máximo de sua obcena nudez quando qualifica as ações de Protógenes como “eleitoreiras”. Isto é, muito antes do delegado federal imaginar que um dia entraria em um partido, muito longe do processo eleitoral que participara. Seu argumento chega a ser esquizofrênico, segundo o juiz corrupto o Protógenes foi eleitoreiro por ter “dossiês dos dois lados do certame presidencial”. Ora, o que deveria ser uma prova absoluta de isenção, já que os dois lados estão “contemplados”, para a lógica bizonha do juíz é o contrário. Então, se ele estivesse realizado dossiês de políticos ligados apenas a oposição ou ao governo, então teria demonstrado o caráter não-eleitoreiro.

Essa monstruosidade jurídica poderá humilharmos com tal abuso de poder impunimente?
Essa sentença é um atentado contra o Estado de direito, uma violência contra a soberania popular, o maior ato de corrupção judicial depois dos 2 Habeas Corpus mais rápido da história da humanidade, protagonizado pelo Gilmar Mende. É um golpe contra a democracia, já que a condenação tem claro objetivo de cassar o mandato eletivo do Protógenes.

Quando as intituições republicanas falham é hora de o povo ir às ruas para lembrar em alto e bom som a quem essas instituições servem.

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Written by ocommunard

10 de novembro de 2010 às 18:28

Publicado em Reflexão

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