Communard

Políticas, economias e ideologias

Archive for novembro 2010

Sardenberg, um economista milenar….

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Comentário sobre o artigo “Dilma vai forçar a queda dos juros?”

Os neoliberais são incríveis, eles estão sempre certos, sobretudo, quando estão errados. Quanto maior o “equívoco” mais procuram demonstrar matematicamente e silogisticamente como a razão está absolutamente privatizada em sua fé. Não é por acaso que o neoliberalismo é definido nos círculos acadêmicos como “teologia de mercado”, porque assim como deus, o monetarismo não precisa ser provado, é uma questão de fé. Hoje vivemos o maior fracasso de uma política econômica, como prova os heterodoxos em progresso (BRICs) e os ortodoxos em crises (EUA e UE), mas os apóstolos do mercado jamais estão errado, não importa quanto de realidade que o desminta.

Sardenberg tenta fazer uma cirurgia lógica, mas agora sem aquela pretensão demiúrgica de que por estar acomodado nas instalações da Globo tem um poder de influência fenomenal, essa foi uma das boas contribuições da eleição da Dilma, sobretudo, do próprio governo Lula. Seu inimigo são os desenvolvimentistas que para ele insistem erroneamente em se considerarem certos apenas por terem alcançando grandes conquistas, é claro que para o “berg” certo estão os fracassados monetaristas de FHC ou mesmo Meirelles, um ex-tucano infiltrado, aquele que é responsável pelo que “berg” denomina de uma taxa de juros “campeã mundial”.

Ele começa lançando os princípios dos monetaristas, o juros deve cair na medida em que cai a dívida. Apesar de que em todo o mundo há taxas de juros bem menores frente a dívidas públicas bem maiores. Ele é contra a diminuição da dívida através da diminuição do juros, como defendem os desenvolvimentistas, por mais que os juros provoquem dívida e ele admita isso. Como ele explica isso? Com um truque, muda de assunto. Sai das causas geradoras dos juros altos para o risco de inflação. Ele diz, os juros são altos para segurar a inflação, mas se a dívida diminuiria, como aumentaria a inflação. Ele pensou, preciso de Deus Ex Machina urgentemete.

Eis que surge do nada o personagem “mercado” que segundo o Berg proclama que em 2011 haverá pressão inflacionária, portanto, os juros terão de aumentar. Mas porque? perguntaria um inocente. Ora mais, diria o Berg, porque “o mercado” disse, se ele disse ele está certo, mesmo que tenha errado miseravelmente nos últimos 20 anos.

Pronto, como a dívida diminuiria com a diminuição dos juros e portanto, propiciaria a própria queda dos juros, o Berg se esquivou de toda essa singela lógica desenvolvimentista apenas lançando uma pregação apocalíptica para o ano de 2011 que não pode ser questionada, fé não se questiona, é a palavra de deus ou “mercado”. Mas sejamos compreensivos com o fenômeno da prostituição, será que a verdade e a honestidade intelectual pagaria as viagens para Miami, os brioches e os carros importados do Berg? Claro que não, é apenas mais um serviço, finge que goza e pega o chachê… pois no dia seguinte o seu chefe-cafetão terá outros clientes para ele.

Mas ainda espero que um dia alguém o ensine que a dignidade não tem preço…

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23 de novembro de 2010 at 0:15

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Nelson Jobim: um inimigo interno…

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As últimas notícias do noticiário conservador é sobre supostas sugestões do Lula para que Dilma mantenha o Nelson Jobim, um declarado serrista de longa data. Se até os leigos leitores já perceberam a velha manobra da imprensa conservadora de tentar fazer indicações teleguiada pelos jornais com esse tipo de conversa, o que dirá dos pŕoprios envolvidos que com certeza sabem melhor do que ninguém que não houve nada do que diz a matéria.

Mas todos os outros brasileiros e os nossos representantes eleitos da centro-esquerda devem saber bem de que se trata esse senhor. Um breve retrospecto desse senhor fará brota a indiganação até no seu próprio partido, PMDB, que se tiver alguma ombridade irá sumariamente o desfiliar depois de lido esse artigo. Ultimamente e ironicamenete, o sr Nelson Jobim está uma gentlemanm fazendo declarações em defesa do governo como nunca fez ou ainda defendendo euforicamente a opção dos Rafales, coisa que nunca fez nem no auge da crise dos caças que também partiu de seu ministério. Tudo para agradar a presidente para o manter no cargo.

Mas antes que a nossa queridíssima presidenta possa cair nessa bajulação cínica, ela sabe muito bem o quanto é cínica, ela mais do que ninguém foi implacavelmente humilhada e destratada por essa mesma imprensa que agora suplica a ela para que mantenha um ministro repulsivamente sabotador em seu governo. Eles já desistiram de Meirelles, o que é um ótimo sinal, pois provavelmente quer dizer que Dilma já o dispensou. Mas sem mais delongas, vejamos o breve retrospecto da atuação de Nelson Jobim no ministério da defesa no governo Lula:

Jobin, assinou sem consultar Lula um acordo militar Brasil-EUA
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=29641

Jobin, colega da sub-procuradora eleitoral Sandra Cureau, que perseguiu o PT nas eleições
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/05/25/quem-e-a-procuradora-do-tse-colega-de-ellen-e-jobim/

Jobin “vaza” a crise militar contra o PNDH-III
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=25184

OAB critica Jobin por defender torturadores
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=24911

Jobin, monta discurso explicitamente serrista antes das eleições
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=29518

Jobin foi contra a Comissão da Verdade
http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=25529

Será que a Dilma irá manter no ministério da defesa alguém que foi contra a punição dos torturadores da ditadura? Com certeza não, não foi para isso que ela lutou tanto e nem para isso que votamos nela. Querida presidenta, nos livre desse sabotador. Se no caso do BC desejamos que escolha bem, um nome desenvolvimentista. No Ministério da Defesa tudo que queremos é um nome ministro leal, democrata e que não fique sabotando o governo continuamente.

Written by ocommunard

21 de novembro de 2010 at 22:51

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Campanha Xô Meirelles! Pela desprivatização do Banco Central!

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A ideologia neoliberal sacudiu o país na era tucana e uma de suas heranças malditas foi a privatização de fato do Banco Central, isto é, colocar “setores do mercado” contralando a política monetária do país. É óbvio, que como se viu com os abusivos juros, que os setores do mercado financeiro agiriam em benefício do capital financeiro, que por acaso se remunera pela taxa de juros.

Por isso, todos os brasileiros devem se mobilizar para que alguém indentificado não com o mercado, mas com o país, com o crescimento e geração de emprego, seja o indicado do governo. Todos os dias o capital financeiro através da imprensa pressiona o governo a manter Meirelles ou promover uma mudança cosmética indicando alguém do Copom, portanto, identificado com a política recessiva de Meirelles.

É importante nós, trabalhadores, defendermos os nossos nomes, que Luiz Gonzaga Belluzzo é um dos melhores nomes com capacidade técnica e compromisso político com o desenvolvimento do país. Há também o de Luciano Coutinho que é ligado ao setor industrial, portanto, comprometido com uma postura mais desenvolvimentista do que monetarista.

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19 de novembro de 2010 at 22:38

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Razões e loucuras sobre a CSS (nova CPMF)

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Por que apoiar a CSS (nova CPMF)?
– isenção para os que ganham até R$ 3 mil
– taxação menor que a CPMF, de 0,38% para 0,1%
– cria uma fonte permanente de financiamento da saúde
– caráter fiscalizador de combate a sonegação (por isso a gritaria)
– necessária para aprovar a Emenda 29 que exige mais recursos para saúde
– pouca verba para saúde pública, muito aquém do mundo desenvolvido

Por que não ser contra a CSS (nova CPMF)?
– os que são contra foram os que criaram a CPMF (DEM e PSDB)
– o PSDB não foi contra o aumento de impostos*.
– com o fim da velha CPMF sabotaram o SUS, arrancando 40 bilhões da saúde pública.
– sabotam a saúde pública pois representam os mais ricos que não dependem de serviços públicos.
– políticas anti-tributárias, como a do Bush Jr, levaram os EUA e UE a crise atual

* FHC defende aumento de impostos e CPMF

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10 de novembro de 2010 at 21:06

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Controle Social da Mídia: EUA e UE expôem suas regulações midiáticas

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Durante toda esta terça-feira (9), autoridades e empresários na área de comunicação participaram do Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias. O evento teve início nesta terça-feira (9) e segue até amanhã, em Brasília, no Teatro da Caixa – SBS. O evento é transmitido ao vivo pelo site e pela TV NBR.

Durante o evento, serão conhecidas experiências de inicitivas de regulação no setor de comunicações eletrônicas de vários países, como Argentina, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal e Reino Unido, e da União Europeia, além de estudos desenvolvidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Susan Ness, da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, tratou de como regula focado sobretudo na censura ao conteúdo em horário impróprio para crianças. Já o representante do Reino Unido falou em controle de conteúdo, pois segundo ele “o interesse público não é coberto pelas forças de mercado e de concorrência”.

O presidente da ERC José Alberto Azeredo Lopes, entidade de “controle social da mídia” em Portugal, rebateu as mídias brasileiras afirmando que “a intervenção do regulador de conteúdos ocorre a posteriori. Se fosse a priori seria a censura, mas nunca é a priori”.

O representante da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, alertou que para produção cultural “não se pode deixar o mercado fazer o que bem entender” para, entre outras coisas, “proteger crianças de certos conteúdos” e dar “garantias de imparcialidade nas noticias”.

Harald E. Trettenbrein, na palestra “A Experiência da Regulação na União Europeia”, dá um exemplo da regulação na União Européia: “Combater a o estímulo ao consumo de álcool, tabaco e alimentos com elevado teor calórico está entre os princípios da regulação da União Europeia”.

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10 de novembro de 2010 at 21:03

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Protógenes é condenado por juiz ligado a Gilmar Mendes e acusado de formação de quadrilha

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O delegado da Polícia Federal de São Paulo, Protógenes Queiróz foi condenado a três anos e 4 meses de prisão por suposto “abuso de poder” e “fraude processual” na Operação Satiagraha. A pena foi subestituída por prestações de serviços à comunidade, mas que acarreta a perda do mandato eletivo.

No entanto, a folha corrida do juiz Ali Mazloum é realmente escadalosa. Os fatos mostram que se trata de uma clara casassão de caráter político. Ele é acusado de formação de quadrilha, e foi defendido por quêm? Ele mesmo, o arqui-reacionário Gilmar Mendes.

Gilmar Mendes defende juiz Ali Mazloum
MPF pede condenação na Operação Anaconda, Ali Mazloum é citado
100 juízes no banco dos réus, Ali Mazloum é citado

A justificação do juiz criminoso é algo tão desabridamente tendencioso que realmente nos choca. Veja se podemos qualificar de juízo de bom senso uma sentença pautada em afirmações como “não representa apenas uma investigação de crimes comuns”, “à margem das mais comezinhas regras do Estado democrático de Direito”, “típicas de regimes totalitários em plena normalidade republicana”. Em cada frase dessa transborda uma fanática intenção política, um completo esvaziamento jurídico do mérito.

Ele alcança ao pastelão ao questionar a isntituição Ministério Público, a mesma que o acusou de formação de quadrilha, de “O Ministério Público nem ao menos quis investigar a ilegal participação da Abin”. Ele como juiz deveria saber que não investigou porque não havia ilegalidade, que a Abin já havia diversas vezes sido mobilizada para operações de inteligência da Polícia Federal.

A perseguição política alcança o máximo de sua obcena nudez quando qualifica as ações de Protógenes como “eleitoreiras”. Isto é, muito antes do delegado federal imaginar que um dia entraria em um partido, muito longe do processo eleitoral que participara. Seu argumento chega a ser esquizofrênico, segundo o juiz corrupto o Protógenes foi eleitoreiro por ter “dossiês dos dois lados do certame presidencial”. Ora, o que deveria ser uma prova absoluta de isenção, já que os dois lados estão “contemplados”, para a lógica bizonha do juíz é o contrário. Então, se ele estivesse realizado dossiês de políticos ligados apenas a oposição ou ao governo, então teria demonstrado o caráter não-eleitoreiro.

Essa monstruosidade jurídica poderá humilharmos com tal abuso de poder impunimente?
Essa sentença é um atentado contra o Estado de direito, uma violência contra a soberania popular, o maior ato de corrupção judicial depois dos 2 Habeas Corpus mais rápido da história da humanidade, protagonizado pelo Gilmar Mende. É um golpe contra a democracia, já que a condenação tem claro objetivo de cassar o mandato eletivo do Protógenes.

Quando as intituições republicanas falham é hora de o povo ir às ruas para lembrar em alto e bom som a quem essas instituições servem.

Written by ocommunard

10 de novembro de 2010 at 18:28

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Guerra Cambial: o que fazer?

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A Guerra Cambial foi declarada, a omissão é nossa maior ameaça. O governo Dilma tem muitas boas condições com um congresso de maioria qualificada, recursos crescentes com o pré-sal e por fim, uma conjuntura social favorável com grande apoio popular. Mas temos uma guerra cambial colossal onde tudo pode acontecer,onde os EUA não pedem licença para atacar como provou ao injetar 600 bilhões. Temos que enfrentar essa guerra com a mesma tenacidade com que enfrentamos a crise financeira internacional e vencemos.

O primeiro a fazer é não temer as pressões das mídias conservadoras, quando vencemos a crise financeira internacional e provamos a tese da marolinha, tivemos uma campanha diuturna das mídias conservadoras e dos tucanos, vencemos porque não nos constrangemos a fazer o que era preciso. Só temos uma opção, vencer. Se perdermos seguindo o que prescrevem, eles não farão mea-culpa.

Todas as medidas abaixo tem relação com o IOF na tentativa de criar uma barreira contra a avalanche de dólares especulativos. A mensagem ao mercado será a de que o Governo está em permanente prontidão contra qualquer cenário do mercado internacional.

1. Expandir a temporalidade do imposto de 30 dias para 6 meses.

2. Realizar uma regressividade-temporal através de uma equação de variável diária

3. A taxa máxima, dia 1, deve ser de no mínimo 25% e a taxa mínima é 0% depois dos 6 meses

4. Expandir o IOF para todas as operações de entrada de capitais, sem exceções

5. O caráter emergencial deixará claro a prontidão e vigor do governo para vencer essa guerra.

Sem isso estamos correndo risco. Seria o cúmulo da ingenuidade achar que os EUA deixarão de exportar a crise depois que perceberam não serem capaz de constranger a China a sacrificar seu próprio crescimento. Mas com a ação já transformaram a China no bode expiatório de sua sabotagem internacional. Eles assumiram o compromisso com o Dólar forte quando assumiram o papel de emissores da moeda internacional. Entre esse compromisso e os interesses próprios, o que vocês acham que os EUA escolherão?

Written by ocommunard

9 de novembro de 2010 at 12:06

Publicado em Economia, Política