Communard

Políticas, economias e ideologias

"Por mais alto que um tucano voe, nunca alcançará uma estrela"

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Por Communard,

Os tucanos, raça de seres esnobes sem escrúpulos que tentaram todo o tipo de trapaça possível e inimaginável nessas eleições para tentar ganhar essas eleições, onde o cúmulo foi a “tomografia da fita crepe”. Só que na sua sede insaciável de poder, entre o desejo e o prazer da dominação, existia algo, o povo. O povo que não se deixou enganar, que não deu crédito as baixarias, que não se iludiou com o total aparalhemento tucano das grandes mídias. O povo que, a despeito das próprias falhas de comunicação da campanha petista, resitiu em seu voto progressista, lucidamente, enxergando sempre muito além dos outdoos.

Ultimamente, a presunçosa carta aberta de FHC endereçada ao Lula, foi respondida magistralmente por um amigo do próprio FHC, mas que não suportou tanta sordidez e cinismo nas falsidades levantadas pela carta aberta. O professor Theotonio dos Santos, da Universidade Federal Fluminense, desmistificou todas as falácias que rodeiam o discurso tucano e que domina por todos os poros da Globo, Veja e Folha.

O primeiro mito é do fim da Inflação, afirma ele que “todas as economias do mundo apresentaram queda da inflação para menos de 10%”, e em comparação com o resto do mundo o Brasil tucano teve “UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES”. Sobre o mito “da moeda forte”, ironiza “uma moeda que se desvaloriza 4 vezes em 8 anos pode ser considerada uma moeda forte?”. Sobre a falácia da “responsabilidade fiscal”, ele responde “um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade”.

Acusa a brutal dominação tucana das grandes mídias (Globo e Veja) afirmando “e por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido a suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo”.

Segue criticando a “brutal concentração de renda” que se agravara. Ao criticar o discurso de FHC de que a responsabilidade do ameaça que Lula representava, ele refuta afirmando que a economia da Era tucana tinha os “mais altos índices de risco do mundo”, “endividamento interno colossal”, os “juros mais altos do mundo”. E conclui: “um fracaço econômico rotundo. (…) Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos”.

Adiante, ele ressalva que “apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês (e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil”.

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Written by ocommunard

29 de outubro de 2010 às 16:19

Publicado em Ideologia, Política

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