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Políticas, economias e ideologias

Dilma Maravilha, um verdadeiro gol de placa

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Ocorreu uma daquelas ectoplasmáticas concatenações incidentais que nos revelam uma bela coincidência. Se talvez ocorresse na direita política muitos correriam ao púlpito para declarar o indubitável destino manifesto revelado pela coincidência. Mas para nós, nos basta saber que se trata de uma coincidência bela…

Passou por todas as mídias de massa a excelente resposta de Alexandre Padilha(PT) sobre o crescimento de Dilma nas pesquisas e sua postura de evitar o clima de já ganhou. E reproduzo aqui nessa mídia social:

– A Dilma está igual ao Fio Maravilha, da música do Jorge Ben Jor, que vai manter humildade e gol.

Há momentos em que há um casamento entre a arte e a política que surpreende, mesmo historicamente deslocado e com motivações diferentes aquela expressão artística parece ser de tal modo alusivo ao outro contexto que parece ter relações intencionais. Ao ler a letra da música tive essa impressão, senão vejamos a alegoria perfeita com a candidatura da Dilma Roussef do PT pela coligação de centro esquerda nas eleições de 2010.

E novamente ele chegou com inspiração
Com muito amor, com emoção, com explosão em gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos do segundo tempo
Depois de fazer uma jogada celestial em gol

Ele, seria o Lula? O “com emoção” não nos deixa dúvida, é o único candidato em que a emotividade faz parte de seu perfil. Aos 33 minutos indica a Dilma a sucessão, “jogada celestial em gol”? Se as pesquisas se confirmarem, está parecendo que sim, que a indicação foi uma “jogada celestial em gol”.

Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol

Tabelou com o Lula, com certeza… a popularidade de Lula e o legado do governo petista representa bem esse “tabelou”. Driblou dois zagueiros? Poderíamos dizer que o primeiro zagueiro seria a avalanche oposicionistas das mídias dominantes, foi acusada de poste, radical, sombra, terrorista, boneca, entre outras gentilesas… driblou todas. E o segundo zagueiro? A sua própria inexperiência eleitoral que com certeza é um desafio para ela, mas para uma mulher que desafiou em armas a ditadura, é um desafio menor. Mas também driblou… O que prova aquilo que alegoricamente chamo de “drible”, seu crescimento constante nas pesquisas.

Foi um gol de classe
Onde ele mostrou sua malícia e sua raça

Bela metáfora de Lula, ao mostrar o gol de classe que foi a escolha de Dilma, e “sua malícia”? Há mais malícia do que colocar alguém sem experiência eleitoral vencendo o maior cacique tucano em primeiro turno graças ao legado de seu bem avaliado governo? José Serra não terá a glória nem de ter sido vencido por um medalhão político, será derrotado por uma neófita. E “sua raça” serve bem metaforicamente com sua brasilidade, sua autenticidade popular, suas origens. O brasileiro real, a maioria…

Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
E a galera agradecida, se encantava
Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
E a galera agradecida, assim cantava

Foi um “verdadeiro gol de placa”, a tendencial vitória em primeiro turno – o que nem Lula conseguiu. A “galera agradecida, se encantava”, todos os 80% que bem avaliam o governo petista. O que mais pode ser um gol de placa na democracia senão uma vitória em primeiro turno? E assim, concluo a alegoria…

Dilma maravilha nós gostamos de você
Dilma maravilha faz mais um pra gente vê

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Written by ocommunard

3 de agosto de 2010 às 0:57

Publicado em Reflexão

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