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A mídia no divã – um caso de estudo psicanalítico

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A mídia é um paciente com traços psicóticos preocupantes. A compulsão mitomaníaca pode se agravar como o recente trauma sofrida por ela (Dilma ultrapassa Serra no Ibope) de modo autodestrutivo, ou muito provavelmente terá como válvula de escape uma esquizofrenia com traços recorrentes de mensalomania. A mensalomania é uma psicose com traços de delírio, histeria e megalomania; provocado por um profundo complexo de inferioridade da identidade nacional e por uma obsessiva atração anglófila – nesse caso foi motivado por uma obsessão amorosa a um certo FHC. Há ainda alguns traços de cleptomania, mas a compulsão mitomaníaca é dominante. O identificarei como PIG, sigla para “Partido da Imprensa Golpista”, como é melhor conhecido.

Primeiro Trauma: o reprimido Mensalão Tucano

O primeiro trauma ocorreu ao passar por traumática relação amorosa com alguém intitulado pelo paciente por “príncipe dos sociólogos” ou FHC. A atração entre os dois muito provavelmente ocorrera em base da mútua identificação de seus sintomas psicóticos. Seu objeto de obsessão, segundo declaração do mesmo PIG em sessões de análise (Folha de 14 de maio de 1997):

“Na terça, a Folha havia revelado um esquema de compra de votos de deputados na época da votação da emenda constitucional da reeleição, em janeiro passado. Participaram do negócio, pelo menos, cinco deputados federais do Acre e dois governadores – tudo isso segundo os deputados João Maia e Ronivon Santiago (PFL), este último o que protagonizou as revelações de terça”.

“Os diálogos foram gravados sem que os deputados soubessem. Algumas das conversas gravadas com João Maia são posteriores às de Ronivon Santiago”.

O paciente informara que a existência dos áudios gravados lhe provocara um bloqueio a tal ponto de não se lembrar de nada e aparentemente tais áudios jamais foram mais uma vez encontrados ou manifestados pelo paciente. Em um acesso de pânico, aparentemente, destruíra ou bloquearia. Eu conceituei essa síndrome de “silêncio fisiológico por afinidades ideológicas”. Segundo o estágio da libido, o paciente se encontrara no que Freud identificava como Fase Oral:

“Na fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer”.

Para explicar melhor essa tese no caso atual, a ingestão de alimento seria a publicidade milionária do governo; os seio maternos se identificariam com a imagem edipiana das “tetas do Estado”. O resto a compreensão é intuitiva. A mensalomania já identificada nessa compra de votos, foi reprimida no mais profundo inconsciente do paciente PIG, terá efeitos graves ao passar por traumas posteriores.

Segundo Trauma: o delirante Mensalão do PT

No ano de 2002 houve um segundo grande trauma que expôs o paciente a uma carga psíquica que quase o levara ao suicídio. O seu objeto amoroso fora preterido em favor de um outro conhecido como PT ou mais especificamente, Lula. Este representava para o paciente uma fonte de agressividade e repulsão, era a antítese de seu objeto amoroso. O paciente esteve em luto durante anos chegando a uma letárgica depressão.

Sua súbita agitação foi provocada quando um outro paciente psicótico, Roberto Jefferson, submetido a uma estressante reprovação pública ao ser pegue revelando seus impulsos à perversão (escândalo dos correios) – descarrilara em delírios contra o PT, o desafeto do PIG. Esse delírio foi clinicamente comprovado após ter perdido o mandato por não ter provas das denúncias. No entanto, para o paciente PIG, o delírio se transforma ema uma válvula de escape para sua “pulsão de morte”. Nesse momento entrara no que Freud define como fase anal.

“Na fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer”.

O paciente teve traços de “bipolaridade” quando associava “valerioduto” ao Lula, denomiva “mensalão” (expressão megalomaníaca para “compra de votos”), mas ao relacionar o fato com um “PSDB mineiro”, associado de seu objeto amoroso, resistia freneticamente a admitir o termo. Seu mecanismo psíquico de autodefesa se limitou a omitir um caso e ressaltar o outro. Sua psicose entraram em um ciclo vicioso em que quanto mais manifestva agressividade delirante, mais popularidade o objeto anti-amoroso recebia, realimentando sua esquizofrenia.

Algumas pesquisas revelavam a mensalomania como uma obsessiva compulsão destrutiva contra seu desafeto, Lula; já que um mero “caixa-2”, como foi identificado, não possibilitaria um processo político de impeachment. Porém, foi vítimado por sua própria mitomania, se convencendo de que, com relação ao PT : “vamos sangrá-lo até as eleições e abatê-los nas urnas!”.

A frustração desse imperioso desejo mais uma vez agravou sua enfermidade mental e aplacou seus nervos provocando uma “histeria crônica” e o jogando em recorrentes delírios identificados como encandalomania (é uma categoria mais abrangente em que se inclui a mensalomania). No entanto, nenhum desses sintomas se firmavam, cabendo sempre um recuo permanente ao seu delírio original: o mensalão do PT. Frente as novas frustrações mediante sua impotência verbal, desenvolvera como autodefesa psíquica se um certo autismo fixado em uma auto-imagem megalomaníaca em contraposição a que denomina “populacho ignorante”. A mensalomania reprimida no trauma da “emenda da reeleição” tomou uma forma delirante e foi canalizada contra seu desafeto, a mensalomania real de seu objeto amoroso se metamorfoseara em seu inconsciente em uma mensalomania delirantecomo forma de alivío emocional a sua insuportável repulsão ao “Sapo Barbudo”.

Terceiro Trauma: o masoquista Mensalão do DEM

O paciente já parecia mais calmo dentro do seu autismo crescente, sempre se retroalimentando de uma delirante “verdade”. Frequentemente ocilava opiniões divergentes como: “o bolsa família é compra de voto”, e depois “foi FHC que inventou o bolsa família”(em minhas pesquisas descobri que fora Cristovam Buarque). Repetia histericamente sobre um suposto mensalão, apesar do denunciante ter sido caçado por não ter provas. Praguejara também fortemente contra um “Sarney” que enquanto era amistoso a seu objeto amoroso, não havia sido criticado por ele.

No entanto, o meu paciente foi submetido a um trauma ainda maior por causa de um dos associados a seu objeto amoroso, o DEM. O DEM é um paciente com graves traços de incontrolável perversão e uma compulsão obsessiva a cleptomania, além de uma infância se filiação autoritária. O PIG reservava também a este uma série de bloqueios de memória sobre sua amoralidade. No entanto, DEM foi acometido de uma de suas crises cleptomaníacas (Mensalão do DEM). O paciente(PIG) entrou em uma crise paradoxal, precisava alimentar-se do próprio delírio em que realizava seu prazer sádico contra o PT, porém tal delírio ameçava seu próprio prazer ao indiretamente atinger seu objeto amoroso – pois se enquadrava totalmente na conduta em que o paciente recriminava agressivamente em seu delírio. Sua primeira reação foi conter-se, depois negar a conceituação de mensalão e por fim, tentar isolar o objeto amoroso (FHC) de seu amigo destrutivo (DEM).

A partir de então o paciente foi acometido de uma série de eventos traumáticos sucessivos. Abaixo faço uma lista para melhor visualizar:
– O sucessor do Príncipe o escondia da campanha por causa de sua impopularidade; o
– Delírio do dossiê não emplacara;
– A sucessora do PT ultrapassou o sucessor de seu objeto amoroso;
– O sucessor do FHC tem vergonha dele e o esconde;
– O DEM é flagrado no mensalão real, retirado o álibe moral do PIG
– O sucessor do FHC e rejeitado por vários vices e escolhe um vice inexpressivo
– O DEM é humilhado e ameaça romper a amizade

O PIG desenvolvera, como mecanismo de autodefesa defendido pelo sucessor do FHC, uma espécie de “pós-lulismo”, que foi enfraquecida pelos atuais traumas. Mas ainda busca meios de conter as próprias tensões suicidas de seu impulso “anti-lulista” que o levara até a sua atual situação crônica.

Aqui se encontra o paciente na chamada fase genital, entendendo aqui que o conceito abaixo se aplica a este caso com as seguintes representações: A mãe é representada inconscientemente pelo FHC e o objeto fálico é o próprio delírio; e o menino representaria aqui o papel do paciente (o PIG):

“Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mãe é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai”.

Observações relevantes para o caso:

Na psicanálise do paciente FHC(o objeto amoroso do paciente PIG), foi identificado traços de inveja que Segundo Melanie Klein, “É a expressão sádico oral e sádico-anal de impulsos destrutivos, em atividade desde o começo da vida”, e afirma ainda que “Se a inveja é excessiva, indica, em minha concepção, que traços paranóides e esquizóides são anormalmente intensos e que tal bebê pode ser considerado doente”. A conclusão da autora é realmente brilhante: “Minha hipótese é que uma das mais profundas fontes de culpa está sempre relacionada à inveja do seio nutridor(o Estado) e ao sentimento de haver estragado sua ‘bondade’ por meio de ataques invejosos”.

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Written by ocommunard

27 de junho de 2010 às 14:39

Publicado em Cultura, Humor

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