Communard

Políticas, economias e ideologias

Um Admirável Mundo Novo do Pós-Lula

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Nesta semana, apareceu em nossas terras tupiniquins o grande cineasta Oliver Stone. Como é de praxe, a direitalha tucana tratou de difamar o quanto pôde o fato político. Por que? Porque ele é admirador não só de Chavez, como de todos os governos de centro-esquerda da região. Ele ameaça a truste ideológico dos grandes mídias, mas não podem ofendê-lo sem ter que quebrar o mantra da supremacia americana. Quando desmoralizam um grande cineasta do império americano, sabem que descontróem o próprio discurso reforçando a desmistificarão do império.

Isso significa apenas que o discurso da direita é um rescaldo de retalhos contraditórios. Atacavam virulentamente o Irã enquanto este tenciosava com o Brasil e a Turquia uma solução pacífica. No entanto, silenciam criminosamente com o ataque de Israel contra uma embarcação humanitária, pasmém! Ataque a uma embarcação internacional humanitária! Segundo os princípios pacifistas da direita brasileira, reprimir manifestações políticas(coisas que eles fazem com os sindicatos em seus países) é um crime contra os direitos humanos, agora atacar uma embarcação internacional pacífica humanitária, isso é perfeitamente humanista. E o que é mais gravoso, silenciam sobre a Arábia Saudita, que esse sim não só é uma ditadura, mas é uma teocracia absoluta obscurantista. O critério é simples e óbvio, se for aliado do império é bom, se não for, é ruim… por isso Saddam caiu em seu ocaso ao romper com os ianques.

Uma corja de blogueiros financiado pela turma da bufunfa chegou a criticar o apoio de Oliver Stone a Dilma.  Me surpreende de não fazerem a mesma crítica quando do apoio de James Cameron a Marina Silva, e mais escandaloso ainda, transformar em espetáculo político um encontro casual de Serra com o intelectual Arnold Schwarzenegger. E claro, quando FHC se utilizou de Bill Cliton na sua reeleição. É a moral da manipulação: dois pesos e duas medidas. Como dizem, a verdade é revolucionária. Pensam que ainda vivem em um país de analfabetos ignorantes com complexo de vira latas, o governo Lula sabe que não, sabe que ele próprio é produto de um novo país que se afirma na sua originalidade, identidade e potencial. E que isso nós não abdicaremos jamais!

O Brasil hoje é uma potência mundial emergente. Dos BRICs é o único com um idioma unificado, sem conflito militar, étnico ou religioso; é o único totalmente ocidental dos BRICs.  Se destacou por associar uma política de desenvolvimento com distribuição de renda. É reconhecido e admirado como um dos mais atuantes na defesa do ambientalismo e da paz. Lula foi considerado por diversas publicações, inclusive publicações conservadoras, o maior líder do mundo. Considerado pelo primeiro-ministro português como a maior referência da esquerda mundial. Realizou um governo com grandes conquistas em várias áreas críticas: seja social, econômica ou política. Teve o êxito de trazer, apenas no seu mandato, as duas maiores competições do mundo em termos de popularidade: a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas.  Mas isso não seria possível sem antes o país alcançar o status internacional que sua política conquistara.

Apesar disso tudo e muitas outras conquistas, a direita se reduziu ao papel vexatório e desesperado de um caluniador, difamador e, por vezes até mesmo injuriante; ofendendo a imagem e a pessoa do presidente.  Mas Lula não caiu na armadilha e apostou na inteligência dos trabalhadores brasileiros, a resposta a essa confiança em nossa inteligência está na alta aprovação de seu governo. Em seu governo, houve o maior aumento real do salário mínimo, uma das maiores taxas de emprego, uma inflação menor do que a do malfadado período FHC. E o mais importante, pela primeira vez na nossa história nos tornamos um país de classe média. Foi um dos países que menos sofreram com a crise, graças aos bancos públicos. Isto é, contra o receituário neoliberal, o governo se utilizou politicamente dos bancos públicos, e o resultado foi o recorde de lucros dos bancos públicos no ano seguinte, enquanto os bancos privados encolheram relativamente.

A esquizofrenia da elite reproduz freneticamente acusações de um suposto mensalão do PT, quando o denunciante do esquema, Roberto Jefferson, foi caçado justamente por não ter provas para sua denúncia. Jornalistas são fraglantemente constrangidos a defender políticos da oposição de noticiários negativos, muitos jornalistas perderam o emprego, como é o caso de Kajuru, Paulo Henrique Amorin, Rodrigo Viana, etc. Cotidianamente buscam inventar novos escândalos, distorções, manipulações, etc – em um vale-tudo para desmoralizar, desestabilizar e desmobilizar o governo. Fazem um trabalho permanente de lavagem cerebral que felizmente só teve um resultado até agora: o auto descrédito e a alta aprovação do seu adversário, a centro-esquerda. Mesmo assim, não se intimidam, e continuam… sem pudor e sem poder, continuam. E a maioria dos jornalistas covardemente se submetem a essa midiocracia cínica e corrupta.

O Brasil no ano da crise (2009) gerou quase 1 milhão de emprego, em plena crise! Ainda hoje os EUA tentam se recuperar das altas taxas de desemprego. Hoje já crescemos nesse mês mais do que a China. Pasmem!  O grande mal desse governo foi não ter desmantelado a bancocracia do BC legada pelo FHC, que age no governo Lula permanentemente como uma barreira para o desenvolvimento. Espero que o debate presidencial trabalhe a questão da reforma da política monetária, apesar do medo de se enfrentar o capital financeiro tanto pela esquerda quanto pela direita.

Mas a marcha da história está dessa vez do nosso lado.

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Written by ocommunard

3 de junho de 2010 às 16:43

Publicado em Reflexão

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