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Políticas, economias e ideologias

Mínimas de um País Máximo

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Enquanto o partido do capital, esse papel lastimável a que se reduziu grande parte da grande imprensa brasileira, tem como uma de suas diatribes distópicas a apologia do Estado mínimo, tendo os EUA como modelo paradisíaco. Sim, não correspondem aos fatos. Segundo o IPEA os EUA tem 14,8% da sua população trabalhadora no Estado, enquanto no Brasil apenas 10,1%. Suécia, modelo de bem estar social, tem 30%.

Caluniam o governo como sendo gastador. Mesmo tendo nós agora, uma das menores taxas de juros de nossa história, nossos neoliberais não se escandalizam com o gasto do governo com juros da dívida em R$ 172 bilhões, e criticam os R$ 34,1 bilhões do PAC e os R$ 13,1 bilhões do Bolsa Família. O Bolsa Banqueiro(política de juros neoliberal) são 5.000 % a mais que o PAC e 13.000 % a mais que o Bolsa Família.

Carga tributária, outra falácia. A elite neoliberal demotucana recebeu o país com 29,46% de tributação/PIB e entregou o país com 36,45%. O governo popular petista, de 36,45% para 34,23%*. No entanto, acusam o país de ter a maior carga tributária da América Latina, encobrindo a diminução realizada. Querem nos confundir misturando carga tributária(tributação/pib) com arrecadação, que aumentou porque o país cresceu graças a política do próprio governo. E encombre ainda que essa grande carga é maior em países mais desenvolvidos. Mas dizem, “temos a carga tributária da Inglaterra sem a qualidade dos serviços públicos deles!”. Então a solução é diminuir a verba do serviço? Pior, a conclusão deles é que deve se privatizar. Cuma?

Não é para ser lógico, é para nós, bovinamente amestrado pela maciça e permanente campanha dos grandes medias, seja devidamente domesticado por essa bela obra goebeliana de lavagem cerebral. Pobre dos ricos, seu novíssimo neoliberalismo não conseguiu ir além da velhíssima fórmula: privatizar o lucro e socializar o prejuízo. O Estado, o mal dos males, foi quem socorreu a eles, o mercado nada pode fazer. O liberalismo econômico, em geral, poderia se reduzir a essa simplória equação: lucro=sucesso pessoal, prejuízo=responsabilidade social. Mas não corresponde aos fatos.

Citando o poeta Cazuza, mal poderíamos ter tanta certeza se soubéssemos que no apogeu do neoliberalismo demotucano, a certeza de que o “tempo não pára” seria um tiro no coração do “fim da história”. Agora, o representante da centro-direita: Serra, com sua “piscina cheia de ratos” de Arrudas e Kassabs. Vendido e miserável de idéias como um FHC ou Alckimin. Está claro até para eles mesmos de que “idéias [deles]  não correspondem aos fatos”.

“Enquanto houver…” (Cazuza)

* dados de 2006

Wikipedia: Carga Tributária
Ipea: Tamanho do Estado
Bancarios: PAC, Bolsa Familia e Juros

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Written by ocommunard

25 de fevereiro de 2010 às 16:37

Publicado em Contra-Informação

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