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Políticas, economias e ideologias

O grande alerta de Belluzo ao PT: o nosso destino em jogo

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Em matéria veiculada em http://www.cartamaior.com.br, Belluzo alerta contra a ameaça da reação neoliberal no Brasil frente a crise, o título já resume tudo: “Cortar gasto público? Foi essa receita que empurrou a Alemanha para o nazismo em 1933”. Em plena crise da ideologia de mercado e dos vaticínios neoliberais, os representantes dos interesses neoliberais no Brasil, visando sobretudo paralisar o governo, prega a redução de gastos públicos.

Diz ele que “a situação é muito séria e o governo não pode ter medo de agir(…)” E que “a demência ensandecida insiste em recitar seu mantra dos livre mercados num momento em que os mercados encontram-se virtualmente pedindo socorro ao Estado”. E conclui com as palavras que devem está nas mentes de todos os trabalhadores e do governo que os representa, palavras de ordem que vaticinam o momento: “Estamos numa corrida contra o tempo: não basta acertar as respostas, é crucial não errar o timming. A resposta adequada ontem poderá ser inútil amanhã – ou hoje”.

Comparando o que ocorreu na Grande Depressão de 29, denuncia a ameaça que essa política de corte de gastos representou no passado: “Cortar investimento público em meio a uma crise como essa é reeditar a mesma receita que jogou a Alemanha ao nazismo, em 1933”, afirmando que o  “não intervencionismo nativo” quer levar o governo a bancarrota. O Brasil deve se prevenir contra os resultado do corte dos investimentos: “erosão das reservas externas; fuga de capitais e conseqüente desemprego galopante”. Efeitos esses que levou o nazismo ao poder.

Belluzo em entrevista exclama que “O PAC não apenas deve ser preservado: o governo deve expandir o gasto em investimentos que maximizem efeitos multiplicadores para trás e para frente, na forma de emprego, encomendas às cadeia produtivas e expansão de uso de capacidade instalada”. O PAC é a principal dádiva desse governo e os neoliberais querem destruí-lo para retornarem ao poder. A solução para essa crise não é encolher o PAC e sim expandí-lo ainda mais, é torná-lo estratosférico até que o peso colossal da prosperidade esmague seus inimigos, nos colocando um passo a frente ao socialismo.O momento é dramático, a escolha do governo em cair ou não na campanha ortodoxa de seus opositores será a decisão que determinará o futuro da classe trabalhadora no Brasil. Estamos atento, nosso futuro está nas mãos desse governo, que os trabalhadores percebam a manobra da direita e se armem para pressionar com todas as suas forças a favor das políticas desenvolvimentistas do governo.

Sem desenvolvimento econômico não há emancipação política para o trabalhador, falar qualquer outra coisa é perfumaria. Cortar investimento público significa primeiramente uma maior fragilidade econômica que diminuirá a resistência a crise, depois uma retração econômica com mais desemprego, diminuindo o mercado interno. O mercado interno(aumento da renda média do trabalhador e diminuição do desemprego) está sendo nossa via de desenvolvimento, contra um mercado externo já saturado ou em crise. Encolher investimentos público em momento de pânico é um puro e simples sucídio político. Não será apenas a queda de um governo de esquerda de um lado, mas um contra a equerdização na América Latina por derrubar o governo esquerdista do maior país da região.  E não é só isso, o desemprego em massa desmobiliza a classe trabalhador ao aumentar sua insegurança, aumentar assim a concorrência colocando empregados e desempregados, e por criar uma parcela maior de lumpensinos(miseráveis) sempre facilmente arregimentados como milícia da direita em momento de refluxo reacionário. Governo PT, a história nos ensina!

Governo PT ouça Belluzo! Retire o neoliberal Meireles do BC, esse é o momento! Em um momento tão dramático a hesitação é traição. Veja o resultado do excesso de moderação dos social-democratas da Alemanha na crise!  O governo sabe, mas nunca é demais reforçar, a história nos ensina a não cometer os mesmos erros.As articulações golpistas contra o governo a muito tempo já não são teorias conspirativas, será que pensam agora que essa campanha da oposição seja em nome do “bom senso”?

Qualquer tropeço nessas decisões de política econômica terá resultados crônicos que manchará as ruas com o sangue dos trabalhadores, como assim ocorreu no passado, e assim está ocorrendo em muitos lugares na América Latina aonde a luta de classes está mais acirrada(Bolívia e Venezuela). Na crise e no contexto mundial estatizante, o governo tem uma prerrogativa monumental sem precedentes para ações mais socialistas como estatizar, regular e intervir na economia, e quem sabe, até mesmo socializar em cooperativas alguns setores. Ou poderá se submeter a pressão da direita e jogar o país na crise que marcará o refluxo trágico da esquerda latino-americana.

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Written by ocommunard

23 de outubro de 2008 às 11:28

Publicado em Cultura, Economia, Ideologia

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